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A incrível evolução da barba masculina do século 18 até os anos atuais

POR Júlia Marreto    EM Entretenimento      18/04/16 às 19h58

Para aqueles que acreditam que a beleza feminina é a única a ser discutida, muito se engana. Nos últimos anos os padrões de beleza masculinos passaram por grande mudanças e é o que veremos adiante.

A beleza masculina também se influencia de acordo com os comportamentos sociais esperados. O homem deve se adequar ao que é imposto pela sociedade, de acordo com os papéis de gênero, que se alteram de acordo com as exigências estéticas. Por exemplo, no Renascimento, onde era necessária ornamentação, com momentos de sobriedade, sendo uma característica muito forte até pouco tempo atrás.

Na Antiguidade, no Egito, na Grécia e em Roma, os homens não eram apenas ícones de beleza, mas também bastante vaidosos. Um bom exemplo eram as maquiagens faraônicas, muito utilizadas para disfarçar as imperfeições. E não é preciso pensar longe, nos séculos XVIII e XIX, os homens utilizavam como vestuário mangas bufantes, golas muito grandes e perucas.

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A obra-prima renascentista, David de Michelangelo, é o ícone de beleza clássica masculina, e foi uma figura de culto por milênios, que é celebrada até hoje, por sua maestria na descrição da beleza.

Nesse período, o corpo masculino era muito mais valorizado do que o das mulheres que, inclusive, eram pouquíssimo representadas em pinturas ou esculturas, sofrendo mudanças apenas na Idade Média.

"[…] a Beleza jamais foi algo de absoluto e imutável, mas assumiu faces diversas segundo o período" (ECO, 2004, p. 14).

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A grande mudança nesses paradigmas só ocorreu com mais intensidade no último século, quando a repressão sexual passou a ser mais intensa e a virilidade a ser transmitida através de uma aparência austera, além de a masculinidade começar a ser afirmada e questionada de acordo com as escolhas de vestuário e estética. Tanto a roupa quanto o visual fazem parte da formação da imagem do homem e se uso é manejado de maneira a trazê-lo para mais perto dos padrões e valores vigentes de cada época.

As barbas, cabelos e bigodes possuem uma importância muito grande no quesito histórico, isso porque eles não representavam apenas uma questão estética, mas significação de status. Cores, formas, texturas, passavam inúmeros significados sociais; implicando diretamente no jeito que as pessoas se relacionam.

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Em determinados períodos, as barbas tinham prestígio aristocrático, na França entre 1870 e 1910 a sociedade tentou proibir o uso de bigodes em profissionais considerados inferiores. Já no período medieval as barbas foram trocadas pelos rostos lisinhos, barbas ralas e pontiagudas.

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No século XIX, a moda masculina fez com que os homens abandonassem as gravatas coloridas, casacos elegantes, calças justas e sapatilhas baixas, típico vestuário de homens magros e românticos, para então, na Era Vitoriana, se tornarem sólidos. Já o rosto limpo deu lugar às barbas cheias.

O visual barbado denotava poderes financeiros em quase todas as culturas, fazendo com que ele não demonstrasse status social e, ainda, dava abertura para dúvidas em relação à sua virilidade, já que, na época, se tornou muito comum pensar que esses eram indivíduos de costumes indecorosos e, entre outras coisas, optavam pela prática homossexual.

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Esse visual era bastante favorável a aparência de maturidade. Enquanto os 150 anos anteriores, nos quais grande parte dos homens ingleses e americanos se barbeavam, a barba cheia era sinônimo de velhice, negligência, excentricidade e até insanidade.

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O século XX chegou e baniu por, quase, completamente a barba da alta classe. Durante boa parte desse período, o rosto liso virou sinônimo de civilidade e higiene. Voltando com força nos anos 60 e 70, como um símbolo da cutur hippe. Enquanto nos anos 80, o bigode ganhou o coração dos gays. Os anos 90 foram um retorno ao pré woodstock, fazendo com que os homens preferissem ficar sem. Já, na atualidade, elas e eles estão de volta com tudo, não importando as regras, o ideal agora é achar seu próprio estilo.

O vídeo acima retrata a evolução das barbas, bigodes e cabelos ao longo dos últimos 100 anos. Assista e divirta-se com essas incríveis mudanças.

A seguir, selecionamos uma galeria com os mais diferentes estilos de barbas ao longo dos séculos XVIII à XXI. Confira:

1. William Armstrong

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2. Duas fotos tiradas do mesmo homem, desconhecido, em dois estúdios diferentes.

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3. Ralph Curry

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4. James Yarbrough

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5. E.A. Stansfield

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6. George Oren

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7. Um australiano desconhecido

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8. Joseph Pelts

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9. Adolphe Smith

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10. Benjamin Lyman Morrison

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11. Capitão Charles Brownlee

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12. Albert Sands Southworth

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13. Victor Emanuel II

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14. Thomas Couch

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15. Peter Cooper

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16. Horace Creeley

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17. Karl Oskar Lööw

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18. Karl August Andersson

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19. Ollas Per Persson

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20. Século XXI

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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
As categorias Terror, Sobrenatural, CreppyPasta e entretenimento têm como único objetivo de entreter. Não devem ser utilizadas como fontes de artigos científicos ou trabalhos escolares.
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