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Isso é o que acontece quando dois exoplanetas colidem um no outro

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      11/11/19 às 12h04

O universo é muito amplo e complexo, tudo o que acontece nele é importante para nós, porque pode mesmo nos afetar. Por esse motivo, estamos sempre procurando entender como e porque acontecem as coisas no universo. Há mais de dez anos atrás, cientistas estavam estudando o sistema estelar BD +20 307 e encontraram muita poeira quente. Agora, recentemente, mais desse material foi encontrado pelo telescópio da NASA, SOFIA, o que parece ser um resultado do impacto de dois corpos do tamanho de planetas. Os pesquisadores acreditam que esse possa ser o resultado da colisão entre dois exoplanetas.

A recente investigação desse material revelou que o brilho infravermelho dos detritos aumento mais de 10% do observado há uma década. Isso sugere que os astrônomos estão diante dos resíduos de uma colisão de exoplanetas, relativamente recente. No entanto, o sistema dessas duas estrelas está a mais de 300 anos luz da Terra. E com estrelas de, pelo menos, um bilhão de anos. A poeira quente de sistemas como esse e o nosso sistema solar deveriam ter sumido há milhares de anos. Então, estudar precisamente esses detritos estelares, pode ajudar os astrônomos a entenderem a evolução do sistema de exoplanetas, e também ampliar o nosso entendimento da história do nosso próprio sistema solar.

Colisão de exoplanetas

Colisões entre exoplanetas como essas, podem mudar significativamente sistemas planetários. Inclusive, o nosso Sistema Solar como conhecemos hoje pode ser resultado desse tipo de evento. Os cientistas acreditam que uma colisão, entre um corpo do tamanho de Marte, apelidado de Theia, com a Terra há 4,5 bilhões de anos, tenha criado detritos que formaram a nossa Lua.

Então, estudar a poeira quente do sistema BD +20 307 pode ajudar os astrônomos a entender melhor como funcionam e como são os impactos entre exoplanetas rochosos. E talvez, o mais interessante, seja entender como o sistema estelar pode evoluir depois de uma colisão dessa magnitude.

Os planetas se formam a partir de partículas de poeira, ao redor de uma estrela jovem. Essas que se unem e formam gradativamente um corpo maior. Os restos dessas partículas que sobram, geralmente, se acumulam em regiões frias e distantes da estrela maior. Como é o caso do Cinturão de Kuiper, no nosso Sistema Solar.

No caso do sistema binário BD +20 307, a poeira quente, restante ao redor das estrelas mais antigas, deveria ter desaparecido há muito tempo. Porém, essa observação mais recente mostra exatamente o contrário.

Resultado da colisão

Existem várias explicações possíveis para esse fenômeno, que é o aumento da poeira quente ao redor dessas estrelas. No entanto, nenhuma delas justifica o curto espaço de tempo, em que esse aumento foi observado. No caso, um período de dez anos é muito rápido para mudanças cósmicas nesse nível.

Uma colisão planetária é a única explicação plausível que se vê até o momento. A única coisa, que seria capaz de adicionar uma quantidade tão grande de poeira quente, em tão pouco tempo. Os cientistas agora estão analisando outros dados das observações, para identificar se há outras possíveis alterações no sistema. Mas, até então, essa poeira quente só poderia ser resultado da colisão de dois grandes exoplanetas.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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