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Isso é o que o vício prolongado em games pode fazer ao seu cérebro

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      26/05/20 às 14h53
capa do post Isso é o que o vício prolongado em games pode fazer ao seu cérebro

Quase todo mundo adora jogar videogame. A atividade é um passa-tempo legal, com jogos geniais e gráficos fantásticos que, com o passar do tempo, vão ficando cada vez mais reais. E hoje em dia, já existem pessoas que que vivem disso. Elas ganham milhões apenas por jogar bem os games, ou então testá-los e mostrar para o grande público.

Se você é uma dessas pessoas que adora jogar videogame com certeza já ouviu de alguém mais velho que isso não era muito bom, ou que você já estava viciado em jogar. Bom, infelizmente, eles podem não estar errados. A própria Organização Mundial de Saúde incluiu oficialmente "vício em videogames" como uma doença mental.

Segundo a OMS o vício fica evidente depois de um ano, que é o período necessário para o diagnóstico. Mas se os sintomas forem bem fortes é possível identificar antes. São três os critérios que têm que ser levados em consideração. Primeiro, a falta de controle sobre o jogo, onde a pessoa não consegue controlar um limite de tempo que passa jogando. Segundo, aumento de prioridade que se dá ao jogo. E terceiro, escalada no tempo jogando mesmo com problemas.

Vício

De acordo com o estudo mais longo já feito sobre a dependência de videogames, que durou seis anos, foi descoberto que aproximadamente 90% dos jogadores não jogam de forma prejudicial ou com consequências negativas a longo prazo. Mas uma minoria bastante significativa pode sim ser viciada e, como resultado, sofrer mental, social e comportamentalmente.

"O objetivo deste estudo em particular é analisar o impacto a longo prazo de ter um relacionamento específico com os videogames. E o que isso faz com uma pessoa ao longo do tempo", disse Sarah Coyne, professora de vida familiar na Universidade Brigham Young (BYU) e principal autora da pesquisa.

"Para ver o impacto, examinamos as trajetórias da jogabilidade patológica em vídeo ao longo de seis anos. Desde o início da adolescência até a idade adulta emergente", continuou.

Estudo

O estudo encontrou as consequências de longo prazo para os jogadores viciados e também quebrou esteriótipos das pessoas que jogam. E também descobriu que os jogos patológicos não são um problema único para todos.

Essa jogabilidade patológica se caracteriza pelo excesso de tempo gasto jogando videogame. Também pela dificuldade de se desvencilhar dos jogos e na interrupção do funcionamento saudável da vida por causa dos jogos.

E somente 10% dos jogadores se enquadram na categoria patológica dos jogos. E quando eles são comparados com os jogadores não patológicos eles tem níveis mais altos de depressão, agressão, timidez e ansiedade na vida adulta. Essa diferença aconteceu mesmo os dois grupos sendo iguais no começo do estudo. Isso sugere então que os videogames podem ter tido uma importância grande nesses resultados negativos.

O estudo foi feito com 385 adolescentes no período de transição para a idade adulta. Cada um deles preencheu vários questionários uma vez por ano durante os seis anos do estudo. Os questionários mediam depressão, ansiedade, agressão, delinquência, empatia, comportamento social, timidez, relatividade sensorial, problemas financeiros e uso problemático do celular.

Descobertas

No estudo, foram encontrados dois fatores principais que faziam com que as pessoas fossem mais propensas a serem viciadas em videogames. Eram eles, ser homem e ter níveis baixos de comportamento social. Ter os níveis de comportamento social mais alto tendia ser um fator que protegia as pessoas contra a dependência em games.

Conye e sua equipe também encontraram três trajetórias diferentes no uso de videogames. Setenta e dois por cento dos adolescentes tinham sintomas de dependência relativamente baixo nos seis anos de estudo. Outros 18% já tinham no começo do estudo sintomas moderados, mas que não mudaram com o tempo. E 10% tinham níveis crescentes dos sintomas ao longo do estudo.

As descobertas também mostram que o esteriótipo de que os jogadores viciados são pessoas que moram no porão da casa dos pais e não conseguem se sustentar ou conseguir um emprego não é verdadeiro. Nos seus 20 e poucos anos, os jogadores viciados parecem ser financeiramente estáveis tanto quanto os não viciados.

"Eu realmente acho que existem coisas maravilhosas nos videogames. O importante é usá-los de maneira saudável e não ser sugado para os níveis patológicos", concluiu Coyne.


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Via   BYU     BBC  
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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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