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Isso é o que pode acontecer se hackers invadirem os satélites

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      17/02/20 às 15h59

No começo desse ano, a SpaceX se tornou a operadora da maior constelação de satélites ativos do mundo. Até janeiro, a empresa de Elon Musk tinha 242 ativos em órbita, mas os planos são de que, até a próxima década, sejam cerca de 42 mil. Tudo isso faz parte do plano ambicioso de fornecer acesso à internet, em todo o planeta. E a corrida, para colocar todos esses objetos no espaço, já começou. Empresas como Amazon, OneWeb entre outras já estão trabalhando para lançar milhares de satélites já nos próximos meses. Tudo isso pode soar como um sonho se tornando realidade, mas nem tudo são flores.

Esses novos satélites têm potencial de revolucionar vários aspectos da nossa vida. Desde o acesso à internet em lugares remotos até o monitoramento do meio ambiente, além de proporcionar uma melhora nos sistemas de navegação global. Apesar disso, um novo perigo crítico surgiu em meio à esses planos. A falta de normas e regulamentos de segurança cibernética para satélites comerciais tanto nos Estados Unidos, como no resto do mundo levantou um alerta sobre a possibilidade de invasão de hackers. Em meio às complexas cadeias de suprimentos desses objetos e camadas interessadas, é muito provável que esses objetos fiquem vulneráveis a ataques cibernéticos.

Os ataques

Caso hackers chegassem a invadir e controlar esses satélites, as consequências poderiam ser catastróficas. Uma das hipóteses seria a de que os hackers simplesmente possam desligar os satélites, negando o acesso aos seus serviços. Essa seria uma das mais leves. Nesse cenário, os invasores também poderia bloquear e até falsificar os sinais dos satélites, assim criando estragos na infraestrutura crítica. Estamos falando de redes elétricas, redes de água e até sistemas de transporte.

Muitos desses novos satélites veem com propulsores que lhes permitem acelerar, desacelerar e mudar a sua direção no espaço. Caso invasores pudessem controlar esses objetos direcionáveis, as consequências poderiam ser terríveis. Eles poderiam modificar as órbitas dos satélites e colidi-los uns com os outros ou até com a Estação Espacial Internacional.

Os fabricantes desses satélites, principalmente os de menor escala, usam tecnologia pronta para manter os custos mais baixos. No entanto, a ampla disponibilidade desses componentes, permite que os hackers possam analisá-los em busca de potenciais vulnerabilidades. Sem contar que muitos desses componentes utilizam tecnologia de código aberto, o que facilita o trabalho de possíveis invasores. O perigo aqui é que os hackers podem inserir portas traseiras e outras vulnerabilidades nos softwares dos objetos.

Vulnerabilidades

Devido à natureza técnica desses satélites, vários fabricantes também estão envolvidos no desenvolvimento dos componentes. E o processo de inserção desses objetos no espaço, é um tanto quanto complexo, e envolve o trabalho de várias empresas diferentes. O que pode aumentar a vulnerabilidade. Isso porque mesmo quando já estão no espaço, as empresas que possuem os satélites terceirizam a sua administração entre diversas empresas. Ou seja, o comando dos satélites passa pelas mãos de várias pessoas diariamente. E a cada fornecedor adicional, as vulnerabilidades aumentam e os hackers têm várias oportunidades de invadir os sistemas.

E invadir algum desses satélites pode ser uma tarefa tão simples, quanto esperar um deles passar por cima e enviar comandos maliciosos, usando apenas antenas terrestres. E até os mais sofisticados podem ser facilmente invadidos por hackers especializados.

Geralmente, os satélites são controlados a partir de estações terrestres. E é nessas estações, que funcionam computadores com vulnerabilidades de softwares, que podem facilmente ser exploradas por hackers. Então, se os hackers se infiltrassem nesses computadores, eles poderiam enviar comandos maliciosos para os satélites, transformando-os em verdadeiras armas.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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