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John Ssebunya, o garoto realmente criado por macacos

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      03/10/19 às 15h13

Estamos muito familiarizados com a clássica história de Mogli, o garoto que foi criado por lobos e outros animais selvagens, após se separar de seus pais, quando ainda era um bebê. Ao longo das eras, muitos foram os relatos e supostos casos de crianças que foram adotadas e criadas por animais.

Para estes casos um termo específico foi criado, "crianças selvagens". Entre esses muitos casos, um que se tornou muito conhecido e, talvez, um dos mais impressionantes, é o de John Ssebunnya. De acordo com o que se conta, o menino foi criado por macacos.

A história de John se passa em uma cidade próxima a Bombo, em Uganda, durante o período da Guerra Civil, entre 1981 a 1986. A família do pequeno não era muito bem estruturada. Seu pai era extremamente violento e costumava reagir, agressivamente, para tudo. Assim, à mercê de suas ações, estava o menino de apenas três anos e sua mãe.

A ordem, e como tudo de fato aconteceu, não se sabe. No entanto, acredita-se que o pai de John, tenha assassinado sua mãe. Depois que o crime aconteceu, o menino apavorado teria então fugido para a selva. Em suma, em busca de sobreviver a seu violento pai. Movido pelo medo, John correu pela floresta, até ter certeza que seu pai não mais o perseguia. Até que se encontrou sozinho, exposto a todos os perigos da mata aberta. Cercado por plantas e animais selvagens de todos os tipos.

Felizmente, para a sorte do menino, que facilmente poderia se tornar  o jantar de alguma fera faminta, ele foi encontrado por um grupo de macacos verdes africanos (Chlorocebus sabaeus). Os bichos selvagens se aproximaram de John, e ofereceram a ele um pouco de comida, como bananas e batata doce.

Uma vida selvagem

Depois de comer, o garoto passou a seguir os macacos por onde quer que eles fossem. Depois de certa "insistência" do menino, ele foi aceito pelo grupo. Juntos eles escalavam árvores, brincavam e até mesmo dormiam nos mesmo lugares. Com o tempo, eles acabaram desenvolvendo uma forma de se comunicar, utilizando gestos e sons.

Assim, o menino viveu unicamente na companhia de macacos por três anos. Os bichos, ao longo de todo esse tempo, mantiveram o garoto seguro e, na medida do possível, alimentado. Em 1991, Milly Sebbavio percebeu o menino, na época com 6 anos, em meio aos macacos coletando alimentos. Sebbavio, que estava de passagem na cidade, se sentiu impelido a resgatar a criança.

E, foi exatamente isso o que ele fez. Porém, os macacos saíram em defesa do menino, atirando coisas contra aqueles que se aproximavam. Quando enfim foi resgatado, ele foi levado a um hospital para receber alguns cuidados, pois, estava muito desnutrido.

A adaptação de John a vida na civilização depois desse período com os macacos não foi das mais fáceis. Ele teve diarreia devido à intolerância a alimentos cozidos e estava com uma tênia de 50 centímetros em seu intestino.

Adoção

Algo muito curioso é que o menino, enquanto esteve com os macacos, desenvolveu hipertricose, um excesso de pelos em seu corpo. No entanto, a condição desapareceu, após algum tempo depois de seu resgate. Além do mais, o menino enfrentou muita dificuldade para voltar a se comunicar com os humanos.

John posteriormente foi adotado pelo diretor de um orfanato, chamado Paul Wasswa. Ele aprendeu a se comunicar como as demais crianças, a andar normalmente e ter hábitos sociais básicos, como comer em pratos e dormir sobre o colchão. O menino chegou a entrar para um coral e aprendeu a tocar violão.

Em 2007, a National Geographic produziu um documentário, contando ao mundo sobre o caso de John. No filme documental, fica claro que, mesmo depois de muitos anos longe do convívio com os animais, ele ainda era capaz de se comunicar com os macacos. Atualmente, John vive em uma pequena casa em Bombo e sonha em construir sua família.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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