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Mais de 300 mil galáxias foram encontradas por astrônomos em apenas uma parte do universo

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      20/02/19 às 16h52

O nosso universo é infinito e disso ninguém tem dúvidas. Para se ter uma noção, o nosso sistema solar, que é extremamente imenso, ocupa um pedaço de apenas uma única galáxia. Uma coisa que chocou por provar a imensidão do espaço foi a descoberta recente de 300 mil galáxias presentes em apenas uma região do universo. Os dados coletados pela rede de telescópios Low Frequency Awway (LOFAR) dos Países Baixos conseguiram identificar isso. Ondas de baixas frequência são produzidas pela aceleração de partículas e campos eletromagnéticos constantemente no espaço. Para conseguir medi-las é necessário um equipamento com alta sensibilidade. Um conjunto de 20 mil antenas de LOFAR, espalhadas por 48 estações na Holanda e vários outros países da Europa, possuem a capacidade para tal análise.

Os especialistas foram capazes de medir o céu noturno do norte, assim avaliando frequências de rádio de cerca de 120 e 168 megahertz. Os resultados desse estudo apontaram para outras novas informações sobre a diversidade de fenômenos astronômicos que brilham de forma suave. Até o momento, apenas 20% da análise foi concluída e, sendo assim, só é possível acessar cerca de 10% dos dados disponíveis. A revista Astronomy and Astrophysics foi a responsável pela publicação de 26 estudos baseados nesta divulgação inicial.

Entre as revelações feitas, estão 325.694 pontos, nos quais o brilho das ondas de rádio aumenta cerca de cinco vezes o ruído de fundo. Cerca de 70% destes podem representar outras galáxias. As galáxias costumam abrigar buracos negros gigantescos, capazes de engolir corpos celestes com tanta força que acabam liberando jatos de matéria, brilhando em forma de ondas de rádio. "LOFAR tem uma sensibilidade notável e isso nos permite ver que esses jatos estão presentes em todas as galáxias massivas, o que significa que seus buracos negros nunca param de sugar", disse o astrofísico da Universidade de Edimburgo do Reino Unido, Philip Best.

Identificar os locais de novas galáxias serve para ajudar a entender suas estruturas internas. Ainda é capaz de fornecer evidências para entender as vastas extensões. Normalmente, essas ondas de rádio são produzidas pela turbulência agitada à medida que as galáxias colidem. "O que estamos começando a ver com LOFAR é que, em alguns casos, aglomerados de galáxias que não estão se fundindo também podem mostrar essas emissão, embora em um nível muito baixo", disse Annalisa Bonafede, da Universidade de Bolonha, na Itália.  "Esta descoberta nos diz que, além dos eventos de fusão, existem outros fenômenos que podem acionar a aceleração de partículas em grandes escalas", completou.

A sensibilidade magnética de LOFAR também foi capaz de ajudar os pesquisadores a traçar os fracos campos magnéticos que foram previstos para existir no espaço intergaláctico. No entanto, até o momento muito difíceis de detectar. "Campos magnéticos permeiam o cosmos e queremos entender como isso aconteceu", disse Shane O"Sullivan, astrônomo da Universidade de Hamburgo, na Alemanha.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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