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Maria Firmina dos Reis, a mulher homenageada do Google

POR Bruno Dias    EM Entretenimento      11/10/19 às 17h28

Os Doodles do Google são sempre motivos para chamar nossa atenção. Neles, sempre encontramos figuras sejam elas acadêmicas, artísticas ou de qualquer outra importância. Se você não sabe o que são os doodles, saiba que eles são um tipo de homenagem do Google, para alguma data ou personalidade, exibida em sua página inicial.

Em suma, esses doodles conseguem sintetizar uma ideia visual interessante e tornar seu portal chamativo, ao invés de ficar só com o mesmo logo dia e noite. As personalidades homenageadas nem sempre são de nosso conhecimento. Nem sempre sabemos ou damos muita bola para a pessoa homenageada, o que é um erro.

O primeiro doodle foi criado em 1999, pelos fundadores do Google. E quem foi homenageado foi o Festival Burning Man, que aconteceu em Nevada. Na logo, foi colocada, atrás da segunda letra "o", a imagem de uma pessoa.

Depois disso, o sucesso foi grande e o webmaster do Google, Dennis Hwang, teve a missão de criar um outro doodle para comemoração ao Dia da Queda da Bastilha. E daí para frente, os doodles ficaram sendo uma peça fundamental na identidade visual do site.

Doodles

Foram vários doodles desde o primeiro criado. Hoje, Maria Firmina dos Reis foi a homenageada do Google no doodle, pelo marco de 194 anos do seu nascimento. Ela foi a primeira mulher negra a publicar um livro na América Latina. Essa romancista passa por um momento de redescoberta da sua obra.

"Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida, que passamos nessa sepultura até que abordamos as praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse receio de revolta, acorrentados como animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa", escreveu ela, em Úrsula.

Desde 2017, seu clássico Úrsula ganhou treze novas edições e se tornou um fenômeno no mercado editorial. Ela também ganhou mais dois novos lançamentos nesse ano. O Memorial de Maria Firmina dos Reis e Maria Firmina dos Reis — faces de uma precursora.

Origem

Ela nasceu em São Luís, no Maranhão, em 1822, um pouco depois do Brasil ter se declarado independente. Ela era filha de pai negro e mãe branca. Ela foi criada na casa de sua tia materna, e foi lá, que ela teve o contato com a literatura.

O primo de Maria Firmina, Sotero dos Reis, era um gramático popular da época. Em 1847, ela virou professora primária, depois de passar em um concurso público em Guimarães, no Maranhão.
Maria Firmina publicou várias poesias, ensaios, histórias e quebra-cabeças nos jornais e revistas locais. Além disso, ela também compôs canções abolicionistas. Através da literatura, ela denunciava as coisas ruins da escravidão e seus males. Também expunha a contradição da fé cristã, que não via nenhum problema em lucrar com a venda de pessoas. "É horrível lembrar que as criaturas humanas tratam seus semelhantes assim", escreveu a autora, em Úrsula.

Em suma, no ano de 1887, ela publicou seu conto, chamado "Escrava", na Revista Maranhense. Nele, ela descrevia uma participante ativa da causa abolicionista. Mas, depois disso, o seu trabalho caiu no esquecimento e foi redescoberto, na década de 1960. Posteriormente, depois dessa década, o livro Úrsula foi reimpresso inúmeras vezes.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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