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7 superstições mais sinistras do Japão

POR Thamyris Fernandes    EM Mundo Animal      06/10/14 às 23h50
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A Terra do Sol Nascente, como também costumam chamar o Japão, é um território cheio de antigas tradições e de pessoas comprometidas com o passado. Seus ancestrais são uma verdadeira referência para esse povo, que até hoje mantém intactos - na medida do possível, claro - seus ritos e histórias milenares. (Clique aqui para ver também os programas e comerciais mais absurdos da TV japonesa).

Mas, mesmo que todo esse culto ao que é antigo seja uma coisa bonita de se ver, há aspectos sobre essa cultura que são bastante intrigantes. As superstições que os japoneses mantém até hoje são um bom exemplo disso. Embora eles tenham contato com o mundo moderno e com as tecnologias mais avançadas do mundo, muitas pessoas desse país ainda contam e acreditam em lendas assombradas por seres fantasmagóricos, demônios e elementos da natureza que ganham vida para "troçar" com os humanos.

Continue lendo a matéria e conheça algumas das histórias mais bizarras que eles usam para explicar coisas do cotidiano:

1. Paralisia do sono

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Por incrível que pareça, 40% da população do Japão enfrenta o problema da paralisia do sono em algum momento da vida. Mas esse fenômeno é muito mais cultural que genético no país. Isso porque eles atribuem a paralisia a ação do espírito Kanashibari e tratam sobre o assunto a todo momento, fazem programas de televisão e reportagens sobre isso.

A maioria das pessoas diz já ter visto fantasmas ou intrusos que entram em seus quartos e os prende durante o sono. As crianças, por exemplo, acreditam que dormir de costas ou com bichos de pelúcia chame a atenção do fantasma.

2. Levar um tombo

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Para os japoneses, o fato de uma pessoa cair não tem nada a ver com coisas normais. Eles acreditam que o tombo é uma ação de Kamaitachi, um grupo de 3 doninhas monstruosas que cavalgam os ventos e arranham, ferem ou derrubam pessoas inocentes que estejam em seus caminhos. Ninguém as vê porque elas se movem tão rapidamente que os olhos humanos não são capazes de percebê-las.

Como trabalham em "parceria", os japoneses acreditam que as doninhas ajam assim: a primeira derruba a vítima, a segunda faz os cortes e arranhões até que a terceira chegue, curando os ferimentos, de modo que no momento em que a vítima perceber o ocorrido, nada mais esteja acontecendo e veja somente as feridas dolorosas que não possuíam nenhum vestígio de sangramento.

3. Desaparecimentos

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De acordo com o antigo folclore japonês, às vezes, os animais são mais do que aparentam ser. Raposas, por exemplo, seriam responsáveis por uma série de ocorrências sobrenaturais, que vão de brincadeiras inocentes a façanhas mais sinistras, como incêndios e sequestros. Uma crença entre os japas é que, após o anoitecer, esses bichos (Kitsunes) aparecem como belas mulheres que seduzem os homens e os levam para longe de suas famílias.

4. Tremores inexplicáveis na casa

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Yanari significa a agitação ou o chocalhar de uma casa, geralmente durante um terremoto. Mas, de acordo com o folclore do país, o significado da palavra pode ir além. No passado, por exemplo, qualquer ruído estranho que houvesse dentro de casa era logo atribuído a Yanari, que estaria chacoalhando, martelando ou batendo nas paredes e fazendo travessuras.

Mas, o que acontecia, na verdade, é que as casas japonesas antigas eram muitas vezes construídas com bambu, madeira e palha no chão batido; materiais que se contorciam e estalavam a noite, com a queda da temperatura. Juntando isso, o vento e qualquer animal que, por ventura, estivesse no telhado, tudo era tratado como resultado de Yanari.

5. Sensação de estar sendo observado

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No Japão é melhor pensar duas vezes antes de entrar em uma casa abandonada. Isso porque, segundo suas histórias, a própria casa observa seus "hóspedes" indesejados. Essa seria, inclusive, a explicação para o sentimento que às vezes se tem de estar sendo observado, quando se adentra uma casa antiga ou desconhecida. Isso estaria ligado aos poderes de Mokumokuren, responsáveis por fazer brotar centenas de olhos em casas antigas, especialmente a noite.

Aliás, para quem não sabe, Mokumokuren são espíritos que vivem dentro de uma shoji (porta deslizante feita de papel de arroz). Se o shoji tiver buracos, os olhos podem ser vistos por dentro desses buracos.

Mas ver esse seres, provavelmente, é a última coisa que as pessoas querem. Até porque, caso isso aconteça, o curioso pode ficar cego para sempre. Assim, o único jeito de remover esse espírito é furando as telas do shoji.

6. Crianças desaparecidas

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Para a antiga superstição japonesa, a maioria das crianças desaparecidas são levadas por Ubumes. Para os nativos da região, esses seres se tratam de mulheres que morreram no parto ou durante a gravidez e que teriam permanecido apegadas a seus filhos perdidos. Assim, essas almas perturbadas precisariam roubar crianças para sanar suas necessidades insaciáveis de ter filhos.

Para os japas, esses espíritos costumam aparecer em noites escuras e chuvosas, normalmente na forma de uma grávida que pede por socorro, mas pode também surgir como uma mulher com uma criança no colo ou mesmo como um cadáver encharcado de sangue, carregando um feto subdesenvolvido.

7. Frio e escuridão

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As antigas casas japonesas costumavam ser muito frias no inverno, uma vez que não existiam as atuais tecnologias de calefação. Muitas, inclusive, tinham tetos altos e ficavam extremamente escuras à noite.

Embora esses sejam fenômenos racionalmente explicáveis, a tradição japonesa considerava o frio do inverno e a escuridão como obras de Tenjo-name. Segundo os antigos, essas seriam criaturas capazes de flutuar na parte mais alta dos cômodos, derrubando a temperatura e obscurecendo tudo. Além disso, quando esses espíritos altos e ossudos , lambiam os tetos, deixavam tudo muito sujo.


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