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Menina de 17 anos descobre que tinha um parasita gêmeo em seu corpo

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      27/08/19 às 18h14

Uma jovem indiana passou por quase duas décadas vivendo uma situação completamente atípica. Segundo um relatório recente, a mulher viveu longos 17 anos com seu irmão "gêmeo" ainda em desenvolvimento em uma espécie de bolsa em seu abdômen. O "gêmeo parasita" tinha cabelos, dentes e havia desenvolvido uma espinha dorsal.

Esta condição é conhecida como fetus in fetu (FIF). Ela é extremamente rara, ocorrendo apenas 1 vez a cada 500 mil nascimentos. Acredita-se que ela aconteça quando um feto normal, que compartilha a placenta com o irmão, é envolvido pelo outro em algum estágio primário da gravidez.

Apesar de não desenvolver um sistema nervoso autônomo e um cérebro, o feto ainda é capaz de viver. Quem fornece os suprimentos para ele é seu irmão, que funcionaria como um "hospedeiro".

Em outra visão clinica, o "feto" é, na verdade, uma forma de tumor chamado teratoma. Esses tumores teriam a capacidade de desenvolver diversos tecidos diferentes, o que explicaria a formação de cabelos e dentes. Comumente, a condição acaba resultando em um aborto do feto parasitado. Muito devido à falta de recursos nutritivos compartilhados entre mãe e bebê por um único cordão umbilical.

Caso aconteça do bebê nascer com seu "irmãozinho" acoplado, a condição costuma ser detectada rapidamente logo ao nascer. Ou, nos primeiros anos de vida. Até o momento, todos os relatos de adultos vivendo com um "gêmeo parasita" eram de homens. A pessoa mais velha já diagnosticada com FIF tinha 47 anos.

Gêmeo parasita

No caso da indiana, tudo começou quando ela e seus familiares notaram um nódulo duro e deformado ao redor de seu abdômen. Nos anos seguintes, o nódulo foi crescendo e causava dores frequentes na região. Ao visitar os médicos, ela relatou não conseguir se alimentar adequadamente por rapidamente se sentir "satisfeita". O que pode ter sido provocado devido ao nódulo estar pressionando seus órgãos internos.

Exames de ressonância magnética foram então solicitados para análises mais detalhadas do caso. Bem como outros exames. No começo os médicos suspeitavam que o nódulo se tratava de um tumor. O que não era de todo errado. Mas, análises posteriores acabaram revelando aos médicos depósitos de cálcio que se assemelhavam "a forma de vértebras, costelas e ossos longos".

Assim, eles descobriram o que de fato estava acontecendo no abdômen da jovem. Dessa forma, os médicos iniciaram os primeiros procedimentos para a remoção do nódulo. Segundo um relatório médico, o material removido consistia em "consistia em pelos, ossos maduros e outras partes do corpo". Em relação a 'outras partes do corpo', os cientistas estavam se referindo a "múltiplos dentes e estruturas parecidas com botões embrionários."

Uma massa de 30x16x10 centímetros foi retirada de seu fígado. A jovem indiana agora se encontra em recuperação da cirurgia. "Estou me sentindo muito bem, meu abdômen está plano e meus pais também estão muito felizes", disse ela. A identidade da jovem não foi revelada de modo a evitar constrangimentos à mesma.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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