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MIT testa dispositivo que manipula o conteúdo do sonho das pessoas

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      31/07/20 às 13h11
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Os sonhos são uma parte fundamental das nossas vidas. Eles podem nos alertar sobre muitas coisas e mostrar detalhes, que não refletimos a respeito, antes em nossas vidas. Eles são como um espelho da vida real que mostra nossa imagem de forma distorcida e em metáforas. Desde que o ser humano se entende como vivo, o olhar que as pessoas têm para os próprios sonhos é muito especial.

Não é à toa que, antigamente, esse momento do sono tinha um significado místico e mágico. Hoje, vemos eles como respostas do nosso cotidiano. Por essas razões, uma equipe de pesquisadores do Dream Lab do MIT, que foi inaugurado em 2017, está trabalhando em um dispositivo que consegue interagir com os sonhos de várias formas. Uma delas pode ser, de forma esperançosa, dar o controle para a pessoa sobre o conteúdo que os sonhos vão ter.

Estudo

Em um novo estudo, a equipe liderada pelo neurocientista Adam Haar Horowitz mostra o seu dispositivo chamado "Dormio". Que dá aos pesquisadores a possibilidade de fazer o que eles chamam de "incubação de sonhos direcionada" (TDI). Isso pode ser feito durante o primeiro estágio fluido do sono. Que é quando a pessoa experimenta um estado de consciência fronteiriço chamado hipnagogia.

"Esse estado de espírito é instável, frouxo, flexível e divergente. É como aumentar o nível de perambulação mental e torná-lo imersivo. Ser empurrado e puxado com novas sensações, como seu corpo flutuando e caindo, com seus pensamentos rapidamente entrando e saindo de controle ", explicou Haar.

A hipnagogia tem várias sensações em comum com o sono REM, mas com uma diferença importante. As pessoas ainda conseguem ouvir e processar o áudio nesse estado intermediário conforme vão passando de acordadas para adormecidas e vice-versa. Isso que é crucial na incubação direcionada dos sonhos.

Método

Da mesma maneira que o método experimental, chamado reativação de memórias direcionadas (TMR), que reativa memórias específicas por uma sugestão entregue durante o sono, o TDI pode ter aplicações como sendo uma ferramenta de aprendizado que pode melhorar a consolidação da memória. E a vantagem específica dele é o dispositivo Dormia, que é usado no pulso como uma luva cheia de sensores.

Basicamente, quando a pessoa cai no sono, o dispositivo começa a reproduzir as dicas de áudio. Isso por meio de um aplicativo associado. Como por exemplo, "lembre-se de pensar em uma árvore".

Os sensores do Dormio procuram dados fisiológicos que mostram que a pessoa adormeceu. Nessa hora, o sistema acorda as pessoas brevemente. Para que elas digam o que estava se passando na sua cabeça enquanto dormiam. E esses relatórios são gravados pelo aplicativo.

"A incubação direcionada aos sonhos é um protocolo para reativar memórias durante o sono de uma maneira que leva à incorporação da memória direcionada, ou memórias relacionadas, no conteúdo dos sonhos", explicaram os pesquisadores.

"O objetivo do presente estudo é avaliar a capacidade do Dormio de identificar o período de início do sono. E manipular com sucesso o conteúdo do relatório de sonho hipnagógico através de instruções verbais antes do sono", continuaram.

Usos

O protótipo ainda está passando por um refinamento. Mas os resultados experimentais sugerem que ele pode sim influenciar os sonhos de forma bem sucedida. E pode também documentar o conteúdo de uma extensão significativa.

Quando o Dormio falou para os participantes pensarem em uma árvore antes e durante o estado de sono de fronteira, 67% dos relatórios dos sonhos coletados pelo aplicativo deram referências a árvores quando acordaram.

Segundo os pesquisadores, além de ajudar a moldar os sonhos. O dispositivo e o protocolo de incubação de sonhos pode ser usado para várias técnicas de aprendizado que envolvem consolidação de memória baseada no sono.

"Sonhar com um tema específico parece oferecer benefícios pós-sono, como em tarefas de criatividade relacionadas a esse tema. Isso não surpreende à luz de figuras históricas como Mary Shelley ou Salvador Dalí, que foram inspiradas criativamente por seus sonhos. Em síntese, a diferença aqui é que induzimos esses sonhos criativamente benéficos de propósito, de maneira direcionada", conclui Haar.


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Bruno Dias
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