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A morte dessa mulher não tem solução e vai dar um nó no seu cérebro

POR Júlia Marreto    EM Terror & Sobrenatural      05/12/16 às 19h05
capa do post A morte dessa mulher não tem solução e vai dar um nó no seu cérebro

No dia 19 de fevereiro de 1994, uma mulher chamada Gloria Ramirez foi encaminhada para a sala de emergências do Riverside General Hospital, em Riverside, Califórnia (EUA). Ela sentia náuseas, dificuldades para respirar e aumento em sua frequência cardíaca. Antes que a equipe médica utilizasse o desfibrilador em Gloria, notaram que seu corpo estava todo coberto por uma espécie de "brilho oleoso", que emanava um cheiro de alho.

Quando a enfermeira Susan Kane tirou o sangue da paciente, ela notou que ele cheirava a algo químico. Além disso, o médico observou partículas de cores amareladas, flutuando no sangue de Gloria. Pouco tempo depois de ter tirado o sangue da paciente, a enfermeira desmaiou e precisou ser levada embora.

Além de Kane, outros membros da equipe começaram a passar mal, com desmaios, tremores, apneias (respiração irregular), como um dominó, um após o outro. Quando outros membros do hospital começaram a se sentir mal, a instituição declarou estado de emergência interna, fazendo com que todos os pacientes fossem encaminhados para o estacionamento.

Às 20h50, Gloria Ramirez foi declarada morta. Seu corpo foi transferido para uma sala isolada. Um dos funcionários que removeram o corpo de Gloria, Sally Balderas, logo depois começou a se sentir mal, com vômitos e sensação de ardor por todo o corpo, sendo hospitalizada por 10 dias. Julie Gorchynski, uma das médicas da equipe que atendeu Gloria, foi a segunda pessoa a ficar doente, com sintomas extremos, precisou ficar em tratamento intensivo por duas semanas.

Dos 37 funcionários da sala de emergências, 23 relataram terem ficado doentes. Uma equipe especializada em materiais tóxicos fez uma busca por todo o hospital, no objetivo de encontrar o que pudesse ter causado tantos problemas, mas nada foi encontrado. Apenas dois meses após sua morte, Gloria Ramirez foi, enfim, enterrada em Riverside.

Mas, afinal de contas, o que aconteceu com ela? E o que fez com que tantos profissionais ficassem doentes daquela maneira? Na autópsia de Gloria, o médico legista alegou disritmia cardíaca como causa da morte e ausência de produtos químicos. Para esse caso existem algumas teorias, mas nada conclusivo.

A primeira delas foi dada pelo California Department of Health and Human Services (Departamento de Saúde e Serviços Humanos da Califórnia): concluíram que houve uma histeria em massa, sem causas médicas reais. O departamento afirmou que os motoristas da ambulância em que Gloria Ramirez foi transportada, não ficaram doentes e nenhum tipo de veneno foi encontrado no sangue deles.

A médica residente, Julie Gorchynski, que fora internada sob cuidados intensivos depois de ter entrado em contato com Ramirez, rejeitou essa teoria de maneira veemente, inclusive, entrou com um processo contra o hospital, no valor de 6 milhões de dólares.

A segunda teoria é do Livermore Laboratory (Laboratório Livermore), que disse que uma reação química pode ter causado as misteriosas doenças. A teoria consiste em dizer que Ramirez pode ter usado um gel DMSO, também conhecido como dimetilsulfóxido ou sulfóxido de dimetilo, para aliviar as dores causadas pelo câncer - e isso explicaria o cheiro de alho.

Coincidentemente, o DMSO é apenas um átomo de oxigênio bem longe do dimetil sulfona, um composto químico encontrado em excesso no organismo de Gloria. De acordo com o laboratório, o dimetil sulfona poderia ter se separado depois da descarga elétrica emitida pelo desfibrilador, fazendo com que, combinado com os sulfatos naturais, criasse uma forte química, ao ponto de causar danos ao coração, fígado e rins, além de paralisias, delírios e convulsões. Apesar de ser uma teoria interessante, outros especialistas descobriram falhas nela.

Já a terceira teoria diz que Ramirez não foi responsável pelos sintomas generalizados. Na verdade, teria sido o próprio hospital, que já tinha um histórico de vazamentos de gases nocivos. Em 1991 dois funcionários precisaram de tratamento médico após terem sido expostos a gases venenosos. E em 1993, gases de esgoto foram encontrados nos quartos.

Além disso, muitas pessoas também se perguntaram se o hospital estava escondendo algo, porque inicialmente o legista havia afirmado que Ramirez não havia morrido de causas naturais mas, logo em seguida, disse que sim.

A principal investigadora do caso, Stephanie Albright, se matou no primeiro mês de investigação. Sua colega de trabalho afirmou que ela estava sobre extrema pressão durante o caso. Outro detalhe inexplicável e de extrema curiosidade foi de que, de maneira bastante conveniente, o sangue retirado de Ramirez desapareceu nesse meio tempo.

Até agora, ninguém  conseguiu realmente descobrir o que aconteceu com Gloria Ramirez, o caso continua em aberto e a família ainda espera uma solução.

Então pessoal, o que vocês acham que pode ter acontecido com ela? Quais são as teorias de vocês? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!


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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
As categorias Terror, Sobrenatural, CreppyPasta e entretenimento têm como único objetivo de entreter. Não devem ser utilizadas como fontes de artigos científicos ou trabalhos escolares.
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