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Morte psicogênica: o quadro médico de quando alguém desiste da vida

POR Toni Nascimento    EM Curiosidades      30/10/18 às 19h31
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Quando alguém começa a se isolar do convívio social e passa a viver sempre deitado, de olhos baixos, a maioria das pessoas levantam os dedos, acusando-o de depressão. O que ninguém se pergunta é o que realmente essa pessoa está passando, ou melhor, enfrentando dentro dela. E acredite em mim, em certos casos força de vontade não é suficiente para levantar alguém em casos específicos. Um deles é o que a ciência chama de morte psicogênica. Basicamente, segundo uma nova pesquisa, uma vez que a pessoa entra em um estado no qual acham que a derrota pela qual está passando é inescapável, a morte pode mesmo se tornar real. Ou seja, desejar a morte e desistir de viver realmente pode levar à morte.

A Morte psicogênica

A morte psicogênica é um quadro aonde a pessoa, que geralmente passou por um grande trauma anteriormente, passa a pensar que não existe mais nada a se viver, nenhuma esperança sequer, e que o único caminho possível é a morte. O estudo sobre o tema foi feito porJohn Leach, pesquisador da Universidade de Portsmouth (EUA). De acordo com a pesquisa, pessoas podem morrer simplesmente por desistir da vida. Uma vez que entram em um estado no qual acham que a derrota é inescapável, a morte pode mesmo se tornar real. "Não é suicídio e não está ligado à depressão. O ato de desistir da vida é uma condição muito real, muitas vezes ligada a traumas graves", esclarece Leach.

A morte não é inevitável, e pode ser impedida em algum momento entre os cinco estágios da morte psicogênica. As intervenções mais comuns são atividade física. Além disso, a pessoa ser capaz de ver que uma situação está, pelo menos parcialmente, sob seu controle. As duas circunstancias liberam dopamina no organismo. "Reverter o declínio da morte psicogênica tende a acontecer quando um sobrevivente encontra ou recupera um senso de escolha, de ter algum controle, e tende a ser acompanhado por uma cura das feridas psicológicas e renovação do interesse pela vida", concluiu o Dr. Leach.

Os cinco estágios

É necessário lembrar que a morte psicogênica não está relacionada à depressão e nem ao suicídio. O organismo, acreditando que não há esperança, se leva ao próprio fim. Muito próximo do conceito de "morrer de tristeza". Além disso, isso pode acontecer em três semanas, quando passam os cinco estágios.

A primeira fase é a remoção social, quando devido à falta de emoção e total indiferença, a pessoa se isola da comunidade e vive em seu mundo. A segunda fase é a apatia, pois a pessoa fica carregada de bastante melancolia e falta de "interesse" para se fazer qualquer coisa. A terceira fase é a resposta emocional abafada, falta de iniciativa e a incapacidade de tomar decisões.
É provável que as pessoas nesta fase desistam de se lavar ou comer. Na quarta fase, a pessoa está consciente, mas em estado de profunda apatia e insensível à dores extremas. Muitas vezes são incontinentes e deitam-se em cima de suas próprias excreções. A última fase é a desintegração da vida. "É quando alguém desiste. Ela pode estar deitada em seus próprios excrementos e nada - nenhum aviso, espancamento ou súplica - pode fazê-la querer viver", diz o Dr. Leach.

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Toni Nascimento
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