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Mulher acreditava que tinha tumor no cérebro, mas estava enganada

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      29/10/19 às 11h57

O tumor é um crescimento anormal das células, que pode acontecer em qualquer tecido do corpo. E existem dois tipos, os malignos, que são aqueles cancerígenos, e os benignos, sem maiores complicações. Normalmente, um tumor surge quando as células se subdividem, excessivamente, no corpo. Isso faz com que esse tumor evolua e se torne uma ameaça.

Os tumores podem aparecer em várias partes do corpo. E por esse motivo, quando Rachel Palma começou a esquecer as palavras e por acidente jogou canecas no chão ela sabia que tinha alguma coisa errada.

Depois de uma consulta médica e uma ressonância magnética o resultado foi que a mulher tinha um tumor no cérebro. Até o começo da cirurgia, os médicos achavam isso. Até que uma tênia foi descoberta ao redor do seu cérebro.

Segundo o Daily Mail, a mulher de 42 anos, tinha tremores desde janeiro de 2018. Rachel tinha ido a vários médicos depois que sentiu problemas para completar suas frases e perdeu sua coordenação.

De acordo com WCYB News 5, os sintomas de Rachel eram bastante graves. E a mulher tinha até tido alucinações, insônia e tinha pesadelos terríveis nas vezes em que conseguia dormir. De repente, sua mão direita parou de funcionar.

Sintomas

"Meus episódios estavam ficando cada vez mais bizarros. Houve dias em que eu não sabia onde estava", relatou ela. A principio, os médicos não conseguiam ajudar Rachel, mesmo depois de terem feito vários exames com ela. Apenas depois de sete meses, quando ela foi ver especialistas em Monte Sinai, que alguém conseguiu ajudá-la.

Ela tinha sido diagnosticada com um tumor no cérebro. Mas somente quando os cirurgiões abriram seu cérebro, é que eles viram o verdadeiro culpado.

Ao invés do grande tumor que se esperava, Jonathan Rasouli descobriu o longo verme achatado no cérebro de Rachel. Geralmente, isso é um grande motivo de preocupação. Mas como o diagnóstico era de um tumor, achar a tênia bebê era motivo de comemoração.

"Ficamos muito felizes. Estávamos torcendo e aplaudindo. Ficamos muito felizes ... Quando chegamos lá e vimos que era uma tênia, ficamos tipo: "'SIM!' Ficamos muito felizes!", lembra Rasouli.

Condição

A condição de Rachel é chamada de neurocisticercose. Em suma, ela é uma das principais causas de epilepsia em adultos do mundo todo. Nos EUA, por exemplo, aproximadamente mil pessoas são hospitalizadas pela doença anualmente. Surpreendentemente, nesses casos, o tratamento é simples. Mas no caso de Rachel, a tênia já tinha crescido muito.

O lugar onde as tênias são mais comumente encontradas é nos intestinos de animais. Em humanos, a causa mais comum de infecção é o consumo de carne mal cozida.

A tênia pode crescer até 20 metros e sobreviver até 30 anos, em seu hospedeiro. E o fato, perturbador sobre as tênias, é que elas têm vários ganchos retráteis que fazen com elas consigam se prender no intestino ou algum órgão de seu hospedeiro. As tênias não têm intestino próprio e usam o exterior para absorver nutrientes e eliminar seus resíduos.

Segunda chance

Rachel não sabe como ela foi infectada e parece não querer se lembrar. "Parei de fazer perguntas e comecei a comemorar e tirar o máximo proveito da vida, porque, em um instante, ela pode ser tirada", explicou.

"Eu pensei 'nojento'. Eu não sabia o que pensar. Naquele momento, fiquei aliviada por não ter câncer e por não precisar de mais tratamento. Não gosto de especular como posso ter contraído porque não sei", continuou.

Rachel acredita que ela teve uma segunda chance. Ela está feliz por estar viva e também conscientiza as pessoas sobre as tênias. E acima de tudo, ela é grata pelos médicos, que conseguiram tirar o verme de seu crânio.

"Não há dúvida de que (os médicos) salvaram minha vida. E eles me devolveram minha vida", concluiu.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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