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Mulher aparentemente tem alergia ao frio, entenda

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      01/10/19 às 17h03

Vez ou outra, as manchetes dos jornais surgem com condições médicas incomuns. Aparentemente, as pessoas acabam se interessando bastante pelo assunto e um maior engajamento, com o público, acaba acontecendo. Muito provavelmente, porque essas coisas acabam por despertar emoções nessas pessoas. Seja por medo da 'coisa nova', ou simplesmente empatia e curiosidade.

Há algum tempo, um caso muito específico chamou a atenção da comunidade médica e das pessoas. Uma mulher não identificada, de 70 anos, residente no estado de Nova York, nos EUA, procurou ajuda médica depois que o clima frio desencadeou uma rara condição imunológica em seu corpo. De acordo com um relatório, a mulher começou a se sentir tonta e, por todo seu corpo, manchas roxas começaram a surgir.

Anteriormente, segundo a própria paciente, ela havia desenvolvido sintomas de uma infecção respiratória viral. A septuagenária foi atendida no Bassett Medical Center, em Cooperstown. O atendimento foi prestado pelas médicas Konika Sharma e Anush Patel. Ao examinarem a paciente, as médicas concluíram que a erupção cutânea da mulher era "consistente com o livedo reticular".

De acordo com informações cedidas pela Clinica Mayo, tal condição rara é causada pela circulação anormal do sangue logo abaixo da cobertura da pele. O que faz com que a pele, normalmente nas pernas, pareça manchada e roxa. Além de que, o clima frio funciona como um gatilho para o desencadeamento da doença. Segundo as médicas, que atenderam a senhora, as temperaturas estavam abaixo de zero, quando ela procurou por ajuda.

"Eu já vi livedo reticular antes, mas nada tão extenso", disse Sharma, em entrevista à Fox News. A médica ainda pontuou que o caso da mulher era "extremo" e "muito raro". Exames laboratoriais foram solicitados para que as profissionais pudessem se aprofundar em um caso, tão raro e incomum quanto esse.

Livedo Reticular

Amostras de sangue foram coletadas da paciente e, assim, descobriu-se que a coisa toda era muito além do que apenas um caso de erupção cutânea. As amostras de sangue, ao invés de terem uma cor vermelha, homogênea, apresentaram aglomerados escuros, flutuando em um fluido vermelho claro.

Os glóbulos vermelhos são responsáveis pelo transporte de oxigênio por todo o corpo e são eles quem conferem ao sangue a tonalidade vermelha. Desta vez, no entanto, eles saíram aglutinados. Após analises, as médicas deram o diagnostico de uma doença chamada Doença de aglutininas frias. Sendo esta uma enfermidade auto-imune, a qual o sistema imunológico do corpo mata os glóbulos vermelhos.

O normal é que os anticorpos no sangue e no fluído linfático procurem e destruam patógenos invasores, como vírus e bactérias. Entretanto, pessoas com esta rara condição, em baixas temperaturas, acionam esses anticorpos para se ligarem aos glóbulos vermelhos. Dessa forma, as células se acumulam, em um processo conhecido como aglutinação, o que mata as células. Em suma, é o que deixa as pessoas privadas do oxigênio no sangue.

O sintoma de tontura, sentida pela paciente, por exemplo, era uma forma de seu cérebro informar que ele não estava recebendo oxigênio suficiente. Posteriormente, os médicos aqueceram a paciente. Do mesmo modo, transfusões de sangue foram realizadas. Além do mais, uma medicação, utilizada para o tratamento de câncer e que também pode ser usado para tratar certas condições autoimunes, foi administrada.

Cerca de uma semana de tratamento depois, a proporção de glóbulos vermelhos da paciente mais do que dobrou e sua tontura diminuiu. No entanto, as erupções cutâneas ainda não haviam desaparecido, quando ela recebeu alta do hospital.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião. Posteriormente, não esqueçam de compartilhar com os amigos.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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