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Conheça a história da mulher que foi condenada em 1872 e só foi perdoada agora

POR Erik Ely    EM Curiosidades      07/09/20 às 00h41
capa do post Conheça a história da mulher que foi condenada em 1872 e só foi perdoada agora

No ano de 1872, Susan Brownell Anthony foi presa em Rochester, Nova York, por ter votado nas eleições presidenciais. Assim, ela só foi perdoada agora, em 2020. Além de condenada, Susan também foi multada em US$ 100. Contudo, ela não viveu o suficiente para ver as mulheres podendo finalmente votar e nem para ver o indulto presidencial que receberia 148 anos após sua condenação.

No ano de 1906, aos 86 anos, Susa morreu ainda condenada e antes de ver a 19ª emenda sendo assinada em 1920. Mas, claro, sua luta enquanto parte do movimento sufragista foi fundamental para esse tipo de conquista pudesse ser comemorada. Portanto, no centenário de comemoração da data histórica, Susan recebeu o indulto presidencial, assinado por Donald Trump.

Sua liberdade veio como comemoração dos 100 anos da 19ª emenda

Ao assinar o indulto presidencial, Donald Trump perguntou "por que levou tanto tempo?". "Ela nunca foi perdoada. Você sabia disso? Ela nunca foi perdoada", afirmou o presidente dos EUA. Desse modo, o induto serviu como um símbolo para mostrar que esse tipo de pensamento não deve retornar. Além disso, o republicano também anunciou apoio à construção de um monumento em homenagem às sufragistas americanas na cidade de Washington, D.C.. Também vale lembrar que essas e outras ações estão sendo intensificadas por conta da corrida presidencial.

Mas, de volta a Susan, relembrar sua história e uma forma de evitar que eventos semelhantes ocorram no futuro. Em sua época, Susan foi julgada por um júri formado apenas por homens e que não entendiam a importância de uma mulher poder voltar. Por isso, ela se recusou a pagar a multa de 100 dólares. Em pouco tempo, o processo ganhou visibilidade nacional e chamou a atenção do movimento sufragista. Dessa forma, após o ocorrido, Susan Brownell Anthony passou a viajar o país lutando pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Com o tempo, a própria Susan se tornou um símbolo da luta e muitas mulheres passaram a homenageá-la. Em 2018, dezenas de pessoas que votaram em Hillary Clinton colaram adesivos de Hillary Clinton com os dizeres eu "eu votei". Dito isso, a ação de Trump também pode ser vista como uma resposta ao evento que aconteceu após últimas eleições legislativas estadunidenses.

Reações negativas ao indulto de liberdade

Pare para imaginar, o fato de Susan nunca ter pago a dívida representava algo. Toda a questão estava no fato dela se recusar a pagar por uma causa maior. Ela não queria que fosse perdoada, ao invés disso, ela queria conquistar seus direitos e seu protesto lutava por isso. Pelo menos, isso é o que afirma muito da oposição e também, Kathy Hochul, vice-governadora do Estado de Nova York.

Em seu perfil no Twitter, Kathy escreveu, "em nome do legado de Susan B. Anthony, nós exigimos que Trump anule o perdão". Dessa forma, "ela tinha orgulho de ter sido detida e por ter conseguido chamar atenção para a causa dos direitos das mulheres, nunca pagou a multa. Deixe-a descansar em paz", afirmou a vice-governadora. Enquanto isso, o museu que leva o nome de Susan, o Susan B. Anthony Museum & House, recusou o perdão, afirmando que seria o que ela faria.


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Erik Ely
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