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Mulher descobriu aos 24 anos que não tinha cerebelo

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      01/11/19 às 10h28

cérebro é, sem dúvidas, um dos órgãos mais importantes, complexos e incríveis do corpo humano. Ele é o responsável por tudo que fazemos. Pela forma com que percebemos o que está em nossa volta, por guardar informações, por desenvolver sentimentos, enfim... São inúmeras as suas funções. É tão verdade que, se alguma coisa estiver errada, por menor que seja, podemos ter grandes problemas.

O cerebelo é uma parte do cérebro responsável pelos movimentos motores finos, como postura, equilíbrio, aprendizado de coordenações motoras e fala. Ele fica na base do crânio e tem cerca de metade de todos os neurônios do cérebro. Mas ele é apenas 10% do volume.

E perder a função parcial por causa de uma lesão ou doença não é completamente impossível. Mas a falta de um cerebelo desde o nascimento é muito rara.

Os médicos na China descobriram uma mulher de 24 anos, que é o nono caso que se conhece, de uma pessoa viva com agenesia cerebelar. Essa condição foi descoberta depois da mulher ter procurado atendimento médico por causa de náuseas e vertigem.

Condição

Depois de uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética, foi revelado que o cerebelo da mulher não existia. E isso explicaria porque ela estava sentindo os sintomas que tinha falado. E também foi a explicação do porquê ela não conseguia falar até os seis anos e não andava até os sete anos. Além disso, essa mulher nunca conseguiu brincar e pular como crianças normais.

Mesmo depois de conseguir andar, a mulher precisava de um apoio para conseguir se movimentar. Os testes mostraram que ela não tinha problemas para entender o vocabulário, mas a falta do cerebelo a deixou com dificuldades com a pronúncia.

A voz da mulher treme, as palavras são arrastadas e os médicos descreveram o tom de voz dela como sendo "severo". Mas o que surpreendeu os médicos foi que os sintomas, que a mulher apresentava, eram mais semelhantes a um comprometimento leve ou moderado. E não uma total ausência do cerebelo.

Ou seja, onde era para estar o cerebelo o líquido cefalorraquidiano preencheu o espaço. A química desse fluido parecia normal por mais que a pressão fosse um pouco alta. De acordo com as medições iniciais, 210 mm H2O excedendo os limites normais de 70-180 mm H2O.

Tratamento

A mulher então passou por um tratamento de desidratação que tirou parte da pressão da água. Além de passar por várias outras técnicas menos invasivas, que deram uma melhora imediata e duradoura em seus sintomas.

Quatro anos depois, em uma consulta de acompanhamento, a mulher estava indo muito bem. Defeitos neurológicos parecem ser uma coisa que a família da mulher carrega por gerações. Mas ela conseguiu ter uma filha sem nenhuma complicação.

As estruturas e tecidos ao redor do cerebelo desaparecido parecem estar bem formados e sem sinais de defeitos extremos. Os ponteiros também pareciam subdesenvolvidos, mas como parte de seu trabalho é transmitir mensagens do córtex frontal ao cerebelo, isso não é completamente surpreendente.

Pelo fato dessa condição ser bastante rara, não se sabe ao certo como ela acontece. Mas existem aproximadamente 30 mutações associadas à questão descrita, porém, a falta completa dessa estrutura é um pouco mais difícil de descobrir.

O caso dessa mulher representa uma oportunidade única de estudar os efeitos que esse distúrbio faz em um adulto vivo. Não se sabe também como essa condição mudará o jeito como ela vai envelhecer. Mas apenas o fato de ela ainda estar viva, mostra a plasticidade que o cérebro tem.

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Via   Ifl science  
Imagens Ifl science
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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