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Mulher documenta sua vida e diz porque a eutanásia deveria ser legalizada

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      21/11/18 às 18h06
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Uma mulher de 27 anos chamada Holly Warland, que mora na Austrália, tem documentado em seu Instagram  seu dia a dia sem nenhum filtro. Ela tem uma doença chamada Distrofia Muscular de Cinturas de Membros. A enfermidade deteriora os músculos do queixo para baixo, o que a faz precisar de cuidados constantes.

Ela foi diagnosticada aos 11 anos de idade, mas teve uma vida normal tendo o apoio da sua família e dos seus amigos. Warland planejou sua vida ao redor do seu sucesso acadêmico e queria se tornar doutora em Psicologia. E foi quando ela estava na metade do seu PHD em Neurociência que ela sentiu sua força diminuindo.

Em 2016, ela teve que desistir do doutorado, dos estudos e de dar aulas na universidade por causa da doença. Ela acordava com ondas de náusea, um pulso acelerado, músculos doloridos, hiperventilação e tremores incontroláveis. Foi a partir daí que ela viu sua vida se transformar em um caos.

Mídias

Vendo as mídias sociais, ela via as pessoas com deficiência se encaixando na categoria inspiradora e ela não se identificava com isso. E pensando nisso, ela, junto com seu parceiro Luke, que também é seu cuidador em tempo integral, resolveu publicar suas fotos na internet para que as pessoas pudessem ver o que a doença faz com o corpo. As respostas a sua foto a encorajaram a continuar postando mais.

As fotos que ela posta vêm com uma reflexão do ponto de vista dela. As fotos que seu parceiro tira são em todos os momentos, tanto nos melhores, quanto nos piores. Ela se sente realizada porque conseguiu chegar em várias pessoas e mostrar o seu ponto de vista e falar o que sentia.

"O que começou como um caminho para um aleijado entediado na cama para desabafar suas frustrações e limpar o ar em alguns tópicos, se transformou em uma janela para aqueles que nunca podem encontrar uma deficiência fatal na natureza", disse Warland.

Doença

A mulher está ligada a cama e consegue se levantar periodicamente para ir ao banheiro ou tomar um banho, mas essas pequenas atividades exigem muito dela e a fazem ficar sem fôlego. Ela diz que viver na cama pode parecer um sonho para muitos, mas logo fica entediante.

Como consequência dos remédios que ela toma, ela tem dificuldade de se concentrar e não consegue nem ao menos escrever um trabalho online". Eu sinto que meu cérebro, uma vez alerta e orientado para tarefas, está se transformando em mingau", comentou.

Eutanásia

Holly Warland teve a oportunidade de advogar em prol da eutanásia em seu estado. Ela diz que quer uma opção segura e confiável para ela quando a vida se tornar insuportável e ela estiver pronta para ir". Eu poderia esperar até morrer naturalmente, mas isso poderia ser décadas de mais dor e sofrimento", comenta.

Ela trabalha com um grupo que busca formas de lutar para que os políticos sejam convencidos de aprovarem as leis da morte assistida.


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Bruno Dias
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