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Músculos reptilianos foram encontrados em seres humanos, entenda

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      02/10/19 às 18h56

A evolução dos seres humanos ainda é assunto que é amplamente estudado pelos cientistas. As descobertas, ao longo do tempo fizeram com que a ciência, por diversas vezes, alterasse em seus registros os conceitos. Tanto sobre como viviam nossos antepassados, tanto como chegamos até a nossa forma atual. Essas informações têm nos ajudado a compreender nossas origens e a moldar nossos passos, em direção ao futuro.

E mudanças são vistas não só em milhões de anos atrás. Quando você era do tamanho de uma unha no útero da sua mãe, suas pequenas nadadeiras de bebê tinham muito mais a ver, com as patas dos répteis antigos. Aquilo que, hoje, você chama de mão.

Em suma, com as técnicas especiais de imunocoloração, feitas pelos cientistas da Universidade Howard de Washington e da Universidade Sorbonne, em Paris, as observações foram bem impressionantes. Em suma, foi visto que os novos atavismos humanos, que são remanescentes da anatomia, não foram abandonados por completo na evolução. Do mesmo modo, eles ajudam a explicar a evolução do corpo.

"Costumávamos entender melhor o desenvolvimento inicial de peixes, sapos, galinhas e ratos do que em nossa própria espécie. Mas essas novas técnicas nos permitem ver o desenvolvimento humano com muito mais detalhes", diz o biólogo evolucionista, da Universidade Howard, Rui Diogo.

Músculos dos membros, que se pensava terem sido abandonados por nossos ancestrais mamíferos há 250 milhões de anos não desapareceram por completo. Na maioria das pessoas, os músculos se dissolvem bem antes delas nascerem. Mas, alguns desses músculos "répteis" podem ser encontrados, em alguns adultos.

Estudo

Nesse novo estudo, a equipe digitalizou os tecidos de mais de uma dúzia de embriões e fetos jovens. Eles fizeram isso em 3D, de alta resolução. A equipe analisou, por várias semanas, e encontrou pequenos músculos nas mãos e nos pés de uma criança de sete semanas. Mas que já na 13ª semana já não estavam disponíveis.

Essa não foi a primeira vez que os pesquisadores observaram o ir e vir dos tecidos em pequenos seres humanos. E a maioria das pesquisas se concentrou nos músculos dos membros, nas semanas anteriores, perderam mudanças cruciais.

Posteriormente, os pesquisadores observaram que cerca de um terço dos músculos, das mãos e pés do embrião, simplesmente, murchavam ao longo dos dias. Ou se fundiam com os ossos vizinhos. E eles existirem é um fato pouco surpreendente.

É pensado que esses músculos, chamados dorsometacarpales, foram tirados dos mamíferos quando a evolução ainda estava surgindo. Isso há cerca de 250 milhões de anos. Esse estudo de desenvolvimento de membros também desafia a suposição de que os membros inferiores são mais ou menos cópias de nossos membros superiores.

Mesmo que, nos adultos, essas partes tenham estruturas de aparência semelhantes que fazem parecer um trabalho de cortar e colar. Inclusive, a ordem dos principais grupos musculares sugere que os membros passaram a se parecer com as formas de uns e de outros, ao longo do tempo.

Achados

Encontrar os traços fracos dos músculos antigos no início de nosso desenvolvimento adiciona detalhes cruciais à história de nossa evolução. A maneira como os organismos se adaptam não é um processo simples.

"Provavelmente, não podemos simplesmente dizer na evolução. 'Olha, vou apagar do zero. A partir do dia zero o músculo vai para os dígitos dois, três, quatro, cinco. E vou manter o dedo no polegar'", explicou Diogo.

Os pesquisadores também observaram que os adultos com alguns distúrbios cromossômicos não perdem esses músculos. Seja como uma variação aparentemente saudável ou como resultado de malformação congênita.

"Isso reforça a ideia de que variações e patologias musculares podem estar relacionadas ao desenvolvimento embrionário retardado ou interrompido. Neste caso talvez um atraso ou diminuição da apoptose muscular e ajuda a explicar por que esses músculos são encontrados ocasionalmente em pessoas adultas", conclui Diogo.

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Via   Science alert  
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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