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Na Islândia, população com Síndrome de Down está desaparecendo e a reação das pessoas é de partir o coração

POR Isabela Ferreira EM Entretenimento 07/12/17 às 15h00

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Você conhece alguém que tenha síndrome de down? Trata-se de uma pequena mutação genética, provocada devido a uma cópia extra do cromossomo 21. Tudo acontece no momento da concepção do feto. As pessoas com tal síndrome, também conhecida pelo nome de "trissomia do cromossomo 21", possuem 47 cromossomos. Enquanto isso, a quantidade exata de cromossomos que uma pessoa deve ter são 46, divididos em dois pares de 23.

Normalmente, as pessoas que possuem síndrome de down apresentam características físicas semelhantes. Também são mais propensas a maiores incidências de doenças. No entanto, é importante dizer que elas também possuem muito mais semelhanças do que diferenças quando comparadas a uma pessoa sem essa condição.

Tudo que elas mais precisam é de amor e atenção. Dessa forma conseguem se desenvolver bem e no futuro, também conseguem alcançar todos seus sonhos, assim como qualquer outra pessoa. Embora seja de conhecimento popular que a síndrome não é algo que interfira diretamente no desenvolvimento pessoal, algo estranho vem acontecendo na Islândia.

Apenas duas crianças com síndrome de down por ano

Enquanto a incidência de casos é maior em países como Reino Unido e Estados Unidos, na Islândia é muito difícil encontrar alguém que tenha essa condição. Os dados chamaram a atenção de pessoas de todos os cantos do mundo. De acordo com análises feitos pela CBS News, apenas duas crianças com síndrome de down nascem, por ano, no país europeu. A descoberta acabou provocando um debate realmente feroz nas redes sociais, onde a ética é o principal tema.

O Hospital Universitário Nacional da Islândia oferece desde os anos 2000, exames de triagem no pré-natal das mulheres grávidas. Com esse exame é possível detectar as reais condições da criança. Verificar se ela possui alguma doença, deformação ou até mesmo se possui down. Embora seja algo realmente importante tanto para a saúde da mãe quanto para a do bebê, esse tipo de exame é o principal responsável por toda a polêmica.

Caso o feto possua alguma anormalidade, a mãe pode optar por interromper a gravidez. Até mesmo em casos de síndrome de down. Estima-se que nos Estados Unidos, 67% das mulheres abortem nesses casos. Por outro lado, quase 100% fazem o mesmo na Islândia. Segundo o geneticista Kari Stefansson, que trabalho no hospital: "Meu entendimento é que basicamente erradicamos, quase por completo, o down da nossa sociedade". 

No entanto, a situação é um pouco diferente do que anda circulando pela internet. Muitos afirmam que o país está praticando abortos ilegais ou um ato de "limpeza social". Vale lembrar que não é nada disso! Todas as gestações interrompidas foram um pedido da gestante, por livre vontade dela.

"Nós tentamos fazer um aconselhamento o mais neutro possível, mas algumas pessoas dizem que apenas oferecer o teste está apontando você para uma certa direção", afirma Hulda Hjartardottir, diretor do hospital. O principal argumento contra a prática na Islândia é o de que pessoas com down devem ser respeitadas e valorizadas em nossa sociedade. Interromper a vida de uma criança apenas por apresentar tal condição não seria algo ético.

Depoimentos na internet

Muitas pessoas se sensibilizaram com a situação do país, contando suas histórias de vida. O que a maior parte prega é que as pessoas com essa condição sejam tratadas como iguais. Elas são tão capazes de dar e receber amor quanto qualquer um de nós. Quando recebem a atenção que precisam, conseguem chegar a patamares que uma pessoa comum nunca imaginou.

Mencionam que a maior qualidade de alguém com síndrome de down é ser muito intenso. Amam demais, vivem sem medo, e sonham. Sonham com o futuro e assim como nós, em um dia ter uma família, filhos, o emprego dos sonhos, enfim... Também querem se sentir realizados. E possuem a plena capacidade para conseguir tudo isso. Uma das histórias compartilhadas que mais emocionam, é a de Guinean, ao falar de seu irmão:

"Eu adorava segurar bebês, mas é raro que alguém deixe eu fazer isso agora. Minha esposa e eu deixamos meu irmão que tem down segurar a nossa bebê hoje. E aqui está o olhar dele quando nós a entregamos a ele... A forma como ele a segurou, sem movimento por 5 minutos... Eu quase chorei!".

Em um outro depoimento, uma mulher diz: "Eu tenho uma irmã mais velha com down. Ela tem 37 anos agora e eu não podia estar mais orgulhosa dela. É tão independente, ela sabe ler, escrever, cantar, tocar instrumentos e muito mais. Ela pode até preparar comida por conta própria!".  É algo realmente impressionante.

E dessa forma podemos perceber que as pessoas com síndrome de down são assim como nós, capazes de viver intensamente, sem depender de alguém que faça coisas para elas. Talvez, tudo seja apenas falta de esclarecimento aos pais islandeses.

E então pessoal, o que vocês acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!


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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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