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Noruega não vai furar poço de petróleo bilionário para preservar seu meio ambiente

POR Maria Ritha Paixão    EM Natureza      16/04/19 às 15h07

A voz da oposição falou mais alto na Noruega. Graças à iniciativa do maior partido do parlamento norueguês não vai haver perfuração de um poço bilionário de petróleo. Essa notícia é para se comemorar, e quem ganha é a natureza. A decisão também foi motivo para a divisão do partido trabalhista que se opõe de todas as formas à decisão de exploração do petróleo do governo.

Vale lembrar que a ideia partiu de um país enriquecido através do combustível fóssil. A ação já cria uma grande movimentação contra a queima do petróleo e luta pela preservação das ilhas Lotofen, arquipélago localizado no Ártico.

As ilhas são donas de paisagens exuberantes e fenômenos que visitantes do mundo inteiro procuram para dar uma conferida. Auroras boreais, belas montanhas e sol à meia-noite são um pouco das riqueza naturais dessa terra de longas praias e pássaros raríssimos.

Imagine 1,6 milhões de barris movimentados girando a economia da região. Pois é, a Noruega se encontra no 20º lugar na extração do petróleo e o ato a favor do meio ambiente pode vir a ser uma revolução. Para que a produção se mantenha no mesmo nível e o país se mantenha no ranking, a extração do combustível fóssil presente na ilha é fundamental.

A estatal, Equinor ASA, produtora de petróleo, acredita que há de 1 a 3 bilhões de barris debaixo da ilha. Por mais que o governo tenha preservado essa área por anos para exploração, o ato já foi tido como uma violação do governo.

Mas, calma, o partido trabalhista não deixou de apoiar os meios de produção petrolífera. O que os opositores querem é transferir o dinheiro direcionado para a extração na ilha de Lotofen para criação de novas formas de energia. O objetivo é aplicar toda riqueza conquistada pelos combustíveis fósseis por energia renovável.

O desinvestimento na produção petrolífera

De fato, a medida é um alerta para grande empresas atentas às mudanças do país e do mundo. Um fonte de energia não renovável, daqui alguns anos, não será mais a principal forte de energia.

Em reflexo da iniciativa, empresas que usam 30% em atividade términas a carvão não serão vangloriadas com um fundo. Criado para investimento de energia renovável, cerca de 134 empresas não receberão esse auxílio estimado em 1 trilhão de dólares.

O jeito agora é correr atrás do prejuízo e colocar a cabeça no futuro. Vai ser difícil inverter as rotinas de produções. Hoje em dia, os países que mais usam fontes renováveis é Japão, China, Reino Unido, Alemanha, Índia e por incrível que pareça o Brasil.

Mas ainda estamos longe de tornar um bom exemplo na redução dos gases poluentes. Recentemente, o presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, autorizou o leilão de Abrolhos (BA). A região é rica em petróleo, mas também de uma grande diversidade ambiental.

Será que vamos conseguir reverter completamente a situação da exploração? Aos poucos, países como a Noruega tornam a esperança da reversão de conceitos e prioridades na economia mundial. A preservação a cada dia que passa é pauta de discussão em todos os países. À medida que houver a evolução dos impactos ambientas, se tornará ainda mais realidade no dia a dia.

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Via   Solarvolt     Nation     Condsef  
Maria Ritha Paixão
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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