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O caso da Paciente 31, entenda como uma pessoa pode mudar o rumo de uma pandemia

POR Erik Ely EM Ciência e Tecnologia 10/04/20 às 15h59

capa do post O caso da Paciente 31, entenda como uma pessoa pode mudar o rumo de uma pandemia

Um caso ocorrido na Coreia do Sul pode explicar a importância do isolamento social e como uma pessoa pode mudar o rumo de uma pandemia. Na época do ocorrido, o país havia controlado o surto de coronavírus. No entanto, uma senhora, conhecida como Paciente 31, se recusou a fazer o teste da doença. Depois disso, dois lugares onde ela esteve registraram 80% de todos os casos do país.

Atualmente, estamos vendo o inevitável esgotamento de toda e qualquer estrutura de saúde, seja nos países pobres ou desenvolvidos, como é possível observar na China, Itália, Espanha e mais recente no Estados Unidos. Portanto, podemos afirmar que isolamento social salva vidas.

Um caso que mostra a importância do isolamento social

Diversos países têm feito esforços imensos para entender e conter a pandemia de Covid-19. Agora, imagine se a teimosia de uma única pessoas fosse suficiente para comprometer todos os cuidados e investimentos de um país inteiro. Foi isso que aconteceu na Coreia do Sul, no caso que ficou conhecido como Paciente 31.

O primeiro caso de Covid-19 na Coreia do Sul foi de uma mulher chinesa de 35 anos de idade. Essa mulher voou de Wuhan, na China, até o aeroporto internacional de Incheon, que serve Seoul. Assim que o avião pousou, ela já foi colocada no isolamento. Dessa forma, utilizando medidas duras, o país conseguiu conter a epidemia durante um período de 4 semanas. Nesse mesmo período, os casos costumam chegar a números que atingem os milhares. Mas os sul coreanos mantiveram o número em 30. Desse modo, mapearam todos os que chegaram e todas as pessoas com quem eles haviam tido contato, que passaram a ser monitoradas pelas autoridades de saúde. Assim, mesmo que alguns desses contatos viessem a manifestar sintomas posteriormente, tudo parecia estar controlado.

Contudo, essa situação mudou por conta da Paciente 31, uma senhora de 61, que se recusou a fazer o exame. No dia 9 de fevereiro, a paciente apresentou febre alta e dores garganta e foi aconselha a fazer o teste e se manter em casa por sete dias. No entanto, ela não seguiu as recomendações médicas.

Uma pessoa pode mudar tudo

Essa Paciente 31 era praticante religiosa da organização Shincheonji e mesmo sendo recomendada, não deixou de frequentar os cultos. Além de participar de dois cultos, a mulher descumpriu recomendações médicas e teria participado de um almoço com amigos, num hotel e depois circulado pela cidade em táxi e transportes públicos. Por fim, o templo que a senhora frequentava ficava na cidade de Daegu, a 200 quilômetros de Seul.

Até o dia 17 de fevereiro, só havia 30 casos da doença na Coreia do Sul. Entretanto, em poucos dias, o número saltou para 2.300. Preocupados com a rápida incidência da transmissão da doença, as autoridades resolveram estudar os casos conhecidos. Dessa forma, logo eles chegaram até a Paciente 31. De pelo menos 1.610 possíveis infectados com alguns dos sintomas da Covid-19, 1.200 era adeptos da organização Shincheonji. Logo, pelo menos 5.000 pessoas foram infectadas diretamente pelo caso da Paciente 31.

O caso da paciente 31, como referido, apresenta-se como um fenômeno exemplar tanto para que se perceba a capacidade de multiplicação do vírus a partir de um único caso, como também, para que se compreenda a necessidade do isolamento social para combatê-lo.


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Erik Ely
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