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O dia em que os EUA planejaram explodir o Alasca

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      21/10/19 às 15h13

Durante a Guerra Fria, que aconteceu durante a década de 1950, a ideia de se aproveitar a energia nuclear, como fonte de energia, era ainda embrionária. Muito devido à questão nuclear estar ligada à questão armamentista, tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Soviética. Porém, alguns anos depois, os planos da Comissão de Energia Atômica (AEC), atualmente Departamento de Energia dos Estados Unidos, de explodir o Alasca, vieram à tona.

Em 1958, o governo norte americano propôs a criação de um porto artificial, próximo ao mar de Chukchi, no oceano Ártico, entre Tchukotka, na Rússia, e, Point Barrow, no Alasca, detonando explosivos nucleares. Tal operação foi chamada de Projeto Chariot. E, embora ele sequer tenha saído do papel, ainda assim, teve um grande impacto na região em questão.

O físico Edward Teller concebeu o projeto em 1958. No ano anterior, o governo dos Estados Unidos havia lançado a Operação Plowshare, cujo objetivo era investigar usos alternativos de armas nucleares. Muitos testes foram realizados pelo governo, em uma remota localidade no estado do Nevada. No projeto, armas termonucleares eram anunciadas, como uma forma de atingir a paz. A AEC, na época, chegou a alegar que isto seria algo benéfico para população em geral.

Na visão deles, armas atômicas nos ajudariam a mudar, literalmente, a face do planeta Terra. De acordo com um relatório emitido naquela época, imensas escavações poderiam ser feitas. Em outras palavras, grandes detonações ajudariam no deslocamento de grandes rochas. Tais coisas seriam feitas para facilitar a extração de gás natural e petróleo. Em suma, o Projeto Chariot era uma extensão da Operação Plowshare.

Projeto Chariot

Logo, eles começaram a enxergar o Alasca como quilômetros de campos de testes congelados. Dessa forma, foi concebido o plano de realizar cinco detonações próximo à Cape Thompson, no Alasca. O objetivo era que as explosões criassem um novo porto de águas profundas, no mar de Chukchi, uma vez que um porto reforçaria a economia, por permitir a exportação dos produtos naturais extraídos.

Após ser anunciado, o plano recebeu diversas críticas e opiniões contrárias, por parte de ativistas, cientistas e moradores locais. Isso porque as explosões contaminariam as áreas de caça e atrapalhariam a caça de baleias no mar de Chukchi. Comprometendo, seriamente, o modo de vida das pessoas que ali viviam, muito antes do "progresso".

Havia provas de que outras explosões, realizadas na proximidade, já teriam contribuído para o aumento da radioatividade pela região. Em 1954, uma explosão no Atol de Bikini chegou a atingir 11 mil km², no Oceano Pacífico. O que acabou aumentando o nível de radioatividade no ar. Radioatividade esta que foi encontrada até mesmo no organismo de animais. As pessoas passaram a protestar e a pedir o fim do programa por temerem por suas vidas.

Assim, em 1977, o Projeto Chariot foi encerrado. Alem do mais, a ideia de contar com a ajuda de energia nuclear, para acelerar certos processos e substituir a mão de obra manual, felizmente, também foi deixada de lado.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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