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O dia em que um hospital italiano salvou pessoas do nazismo inventando uma doença falsa

POR Diogo Quiareli    EM História      01/04/19 às 15h55

O período nazista foi um dos mais sombrios da história da humanidade. O nazismo matou milhões de pessoas por puro preconceito de vários tipos. Os nazistas buscavam "purificar" a Europa e partiram em uma busca de pessoas que saiam dos padrões do que viam como corretos. Algumas pessoas ganharam destaque mundial e entraram para a história com seus feitos em prol dos perseguidos. Por trás das portas do Hospital Fatebenefratelli, em Roma, existia uma enfermaria cheia de pacientes com a síndrome de K. Essa doença até então era desconhecida. Foi um forte impedimento para os soldados nazistas que buscavam no hospital diariamente judeus, partidários e antifascistas. Com medo de infecções, os nazistas sequer ousavam entrar na ala, voltando sua atenção para outro lugar.

Os pacientes do local haviam sido hospitalizados e classificados como portadores da Síndrome de K no final de 1943. No dia 16 de outubro do mesmo ano, os nazistas buscaram judeus por toda Roma. Após a mentira e o livramento dos pacientes, os médicos do hospital receberam cada vez mais pacientes. Eles eram, no entanto, refugiados. A Síndrome de K era uma doença falsa que inventaram a fim de salvar as vidas dos pacientes. O médico Giovanni Borromeo, médico-chefe do hospital foi o criador da doença. Ele contou com a ajuda de outros médicos que queriam salvar os judeus e antifascistas do governo autoritário de Hitler.

Borromeo era antifascista e recusou, antes de assumir o cargo nesse hospital, outros dois empregos. O motivo? Ele teria que virar um membro do Partido Fascista. O hospital onde atuou e salvou perseguidos era comandado pela Igreja Católica, sendo assim, não exigiam um posicionamento dos funcionários. No hospital, ele contratou diversos médicos que haviam sido discriminados pelo regime atual por alguma razão. Entre os contatados, estava o médico judeu Vittorio Emanuele Sacerdoti, responsável por esconder alguns sobreviventes dos eventos de 16 de outubro no hospital.

Resistência ao nazismo

A resistência não se limitou apenas à síndrome de K. Borromeo, seus aliados e proprietários do hospital instalaram uma emissora de rádio dentro do hospital. Eles usaram a rádio para se comunicar com os partidários a fim de organizar uma luta. Quando Borromero percebeu que os nazistas haviam identificado a posição do rádio, eles jogaram tudo no Tibre. Com suspeitas por parte dos nazistas, Borromero e seus colegas se prepararam para a visita inevitável.

Judeus hospitalizados foram listados em documentos oficiais como sofrendo de síndrome de K. O hospital passou a receber refugiados todos os dias, até que os aliados entraram e libertaram Roma dos nazistas. Pietro Borromeo, filho de Giovanni, disse que, como era esperado, no final de outubro os nazistas finalmente realizaram uma busca por judeus e antifascistas no hospital. Borromeo levou os refugiados ao redor do hospital e descreveu com detalhes os efeitos da doença. Os nazistas partiram logo sem concluir as investigações, pois tinham medo de uma infecção.

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Via   Time  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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