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O futuro da nossa galáxia pode ser terrível

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      09/10/19 às 16h35

Vivemos em uma galáxia desse vasto universo. Enquanto a Via Láctea parece ter sido cuidadosamente desenhada, pelas forças intergalácticas, outras que estão espalhadas no infinito vácuo espacial, podem ser consideradas algo extremamente feio e mal projetado. É muito difícil imaginar como é cada uma dessas galáxias fora da nossa, não é mesmo? De acordo com o que afirmamos acima, cada uma possui características únicas e curiosas, sendo consideradas bizarras. Fora da nossa, elas não seguem um padrão de beleza que os astronautas e estudiosos consideram aceitável.

Um estudo das pequenas galáxias, engolidas pelo nosso vizinho galáctico mais próximo, revelou uma coisa sobre como as galáxias crescem. Nesse processo, foi sugerido algo que se realmente for verdadeiro mudaria a maneira como vemos o universo de maneiras profundas.

Todas as galáxias, incluindo a nossa Via Láctea, crescem consumindo as menores. E por essa razão, a galáxia grande mais próxima de nós é a M31, que também é conhecida como Andrômeda, já comeu vários vizinhos pequenos. A visão desses eventos diz que Andrômeda e a Via Láctea estão a caminho de um encontro. Esse encontro acontecerá em quatro bilhões de anos.

Passado

O doutor Dougal Mackey, da Universidade Nacional Australiana, e o professor Geraint Lewis, da Universidade de Sydney, analisaram o fluxo de estrelas dentro da auréola de Andrômeda e identificaram algumas como remanescentes de galáxias. E esse processo não foi constante. Os dois viram que existiram duas explosões separadas por bilhões de anos. Nas duas vezes, as galáxias chegaram em um ângulo reto e mantiveram esse movimento mesmo depois de serem separadas.

"Somos arqueólogos cósmicos, exceto que estamos escavando fósseis de galáxias mortas há muito, e não a história humana", disse Lewis.

De acordo com Mackey, as galáxias, que foram consumidas, continham aglomerados globulares, grupos de estrelas unidos tão próximos que apenas as mais poderosas rupturas gravitacionais as separam.

Esses aglomerados permitem que os pesquisadores identifique, na natureza, os fluxos que os movimentos compartilhados os classificam como galáxias passadas. "Depois que você fica abaixo de uma certa massa, as galáxias não contêm aglomerados globulares", disse Mackey.

E um dia, Andrômeda engolirá a nossa galáxia. Mas segundo Mackey, esse processo será diferente. As galáxias, que foram devoradas por Andrômeda até agora, têm um décimo de massa no máximo. E a Via Láctea tem, pelo menos, metade do tamanho de Andrômeda.

Fusão

Essa fusão destruirá a estrutura espiral de cada uma e criará uma galáxia elíptica semelhante a de um ovo. Até então, o sol terá queimado a Terra. E se a humanidade de alguma forma sobreviver em outro lugar as consequências serão limitadas.

A visão do céu noturno mudará completamente, mas o espaço entre as estrelas é tão grande que, mesmo quando as estrelas de Andrômeda se misturarem é improvável que alguém passe perto o suficiente para interromper as órbitas dentro do sistema solar.

O estudo viu que alguns dos restos de galáxias engolidas obedecem o mesmo padrão. Mas, surpreendentemente, é o conjunto muito mais antigo que faz isso e não a chegada mais recente. Isso sugere que essas galáxias perdidas, há muito tempo, também estavam em um plano semelhante, indicando uma estrutura subjacente permanente, para a área local do universo.

Em síntese, a explicação mais provável é que o universo é composto de uma rede de filamentos de matéria escura. Do mesmo modo, Andrômeda está repousada sobre um deles, com uma gravidade tão poderosa, que alinha o movimento de aglomerados de pequenas galáxias.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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