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O jeito que tiramos a água dos ouvidos pode machucar o cérebro

POR Erik Ely    EM Ciência e Tecnologia      26/11/19 às 12h24

E depois do banho, quem nunca passou um bom tempo, tentando tirar aquela água do ouvido? Bate daqui, bate dali, só assim pra essa água nos deixar em paz. Também sendo uma atitude muito comum ao sair da piscina, esse é um hábito que aprendemos desde cedo para extrair a água que entra nos ouvidos. Virar a cabeça e dar um pulinhos também. Afinal, quem nunca parou para fazer o teste?

Acontece que o jeito que estamos tirando essa água dos nossos ouvindo, pode também estar machucando o nosso cérebro. Dessa maneira, estudos recentes têm demonstrado que, a longo prazo, essa "técnica" tem se mostrado muito perigosa.

Entenda o caso

Nesse momento, você deve estar se perguntando o que aqueles "tapinhas" podem fazer de mal, não é mesmo? Acontece que se você já for adulto, pode respirar aliviado, pois não há consequências tão graves. Por outro lado, o problema está no caso dos mais novos.

Por mais que a retenção de líquidos possa levar a problemas mais graves, como infecções, esse método, aplicado em crianças, pode trazer graves complicações. Pelo menos foi o que pesquisadores da Universidade Cornell, junto com a Virgina Tech, mostraram em seus resultados. Ou seja, essa forma de agitar a cabeça, feita em crianças pequenas, pode causar uma série de danos cerebrais.

Os pesquisadores Anuj Baskota, Seungho Kim, Hosung Kang e Sunghwan Jung são os responsáveis pelo estudo e devem trazer, em breve, mais descobertas sobre o caso. "Nossa pesquisa se concentra principalmente na aceleração (movimentos cranianos) necessária para tirar a água do canal auditivo", disse Baskota. Esse estudo foi apresentado na 72ª Reunião Anual da Divisão de Dinâmica dos Fluidos da American Physical Society.

Em laboratório, os testes mostraram resultados em tubos de vidros e canais feitos em impressoras 3D. Dessa forma, pode-se entender que a força da gravidade, exercida em ouvidos infantis no movimento, foi cerca de 10 vezes maior do que em adultos. Com isso, um cérebro ainda em formação poderia sofrer uma série de danos.

O que fazer então?

Em outras palavras, a tensão superficial é a capacidade que as moléculas de um líquido têm de se manter unidas. O que forma uma membrana. Com o movimento, a membrana se enfraquece e o líquido vaza. Isso também é o que acontece quando a água entra em contato com superfícies como álcool e vinagre. Por conta destas superfícies possuírem uma tensão mais baixa da superfície, logo, se recomenda que especialistas utilizem materiais com efeito semelhante, para retirar a água que se acumulou.

É válido lembrar que não se recomenda fazer esse procedimento em casa, tudo certo? Em casos mais simples, há algumas técnicas caseiras que podem nos ajudar.

1 - Primeiro, podemos colocar o ouvido na ponta de um papel ou toalha, para que a água seja absorvida. Mas claro, sem forçar a região, que é muito sensível.

2 - Também podemos puxar o ouvido levemente para trás. E uma vez que inclinamos a cabeça para o lado entupido, segurar a parte da orelha pode resolver o problema.

3 - Em último caso, podemos nos utilizar de um secador de cabelo. Lembrando que sempre na potência mínima e em uma temperatura baixa, para não queimar a pele.

Se, em todo caso, esses métodos continuarem sendo ineficazes, pode-se procurar ajuda especializada de médicos, para fazer uma lavagem mais expressiva no ouvido. Basicamente, um médico especialista se procurado para fazer uma limpeza correta, além de resolver o problema, pode evitar uma infecção no ouvido.

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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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