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O mistério da escada de São José

POR Arthur Porto    EM Curiosidades      02/10/19 às 15h41

Erguida entre 1873 e 1878, nas dependências da Academia de Nossa Senhora da Luz, uma escola católica para meninas. A localização era Santa Fé, no Novo México, onde a Capela Loretto se destaca, até hoje, como um raro exemplo da arquitetura do Renascimento Gótico. Além de toda questão espiritual que envolve o lugar, existe uma história que torna tudo mais enigmático.

Em suma, a capela foi encomendada pelo arcebispo, Jean-Baptiste Lamy, e projetada pelo arquiteto francês, Antoine Mouly, com a ajuda de seu filho, Projectus. Dentro da capela, destaca-se uma bela e despretensiosa escada. Bom, não tão despretensiosa, já que, para muitos, ela é considerada milagrosa.

A história da escada

Como foi dito logo acima, capela foi erguida entre 1873 e 1878. No entanto, em 1898, vinte anos após a conclusão da obra, a Capela precisou ser reformada. No processo, um piso superior foi construído, porém, não havia espaço suficiente para elaborar uma via de acesso. Por ser um local pequeno, muitos acreditavam que era impossível construir ali uma escada.

Insatisfeitas, as religiosas de Loretto, que eram responsáveis pela Academia Loretto, rezaram uma novena para São José, o padroeiro dos carpinteiros, em busca de uma solução. No nono dia de oração, um estranho apareceu. O indivíduo, que havia chegado, em um burro, com uma caixa de ferramentas, disse que precisava de trabalho.

As freiras, então, explicaram o que precisava ser feito. E foi exatamente nesse momento, que o desconhecido se ofereceu para construir uma escada. No entanto, havia uma restrição. A escada deveria ser construída a portas fechadas.

Meses depois, a escada estava pronto. No momento de receber pelo serviço, o homem, simplesmente, desapareceu. Assim, sem deixar vestígios. Nesse ínterim, as irmãs de Loretto passaram a acreditar que o homem, na verdade, poderia ser o próprio São José.

O motivo pelo qual tornou-se milagrosa

Em suma, há vários elementos que reforçam a aura que envolve a misteriosa construção da escada. Primeiro, a madeira utilizada não é da região. Além disso, ninguém sabe como a madeira foi parar lá. Também não foram utilizados pregos na escada, apenas pinos de madeira.

Embora seja construída inteiramente de madeira, não há, em sua estrutura, a presença de pregos, parafusos ou qualquer tipo de metal. Outro fator, que torna a história ainda mais intrigante, é que não há qualquer tipo de suporte central. Mesmo sem nenhum suporte, a escada permanece intacta até a atualidade.

Quem realmente o construiu?

A identidade do carpinteiro foi finalmente revelada, no final dos anos 1990, por Mary Jean Straw Cook, autora de Loretto: As Irmãs e a Capela de Santa Fé. O responsável, pela construção da escada, foi François-Jean "Frenchy" Rochas. Rochas era um marceneiro que emigrou da França, no ano de 1880.

Cook encontrou evidências que ligavam Rochas a outro empreiteiro francês, que também trabalhou na capela. Além disso, em 1895, a autora também encontrou, no jornal The New Mexican, informações que apontavam Rochas como o construtor da "bela escada da capela de Loretto".

A descoberta de Cook demonstra que a identidade do carpinteiro não era um mistério, para os moradores de Santa Fé, na época. Em algum momento, a contribuição de Rocha para a Capela Loretto desapareceu de memória e a história deu lugar à lenda. Presumivelmente, depois que os últimos membros, remanescentes da geração de Santa Fé, testemunharam, em primeira mão, a construção da Capela Loretto,

O que o sustenta?

Para Joe Nickell, autor do artigo Helix to Heaven, não há nada de misterioso, muito menos milagroso, em relação ao design da escada. É fato que a escada nunca teve nenhum problema, durante seus 125 anos de existência. No entanto, é algo extremamente justificável, já que o uso é proibido, desde a década de 1970.

Além disso, mesmo não possuindo uma coluna central, a escada se beneficia de uma longarina interna. Ou seja, uma das duas vigas em espiral ascendente, às quais os degraus estão presos, fazem com que a estrutura funcione como "um polo quase sólido".

Ainda nesse ínterim, a longarina externa é presa a um pilar vizinho, por meio de um item de ferro, fornecendo um suporte estrutural extra. Agora, ao invés de pregos, Rochas montou a escada com cavilhas e pinos de madeira, uma técnica incomum, mas ainda usada, até hoje, por alguns marceneiros.

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Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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