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O mistério dos 43 mexicanos desaparecidos em Ayotzinapa

POR A redação EM Mistérios & Horror 26/08/15 às 16h02

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Em setembro de 2014, estudantes de uma escola mexicana com tradição de esquerda sofreram uma emboscada e nunca mais foram vistos. Quase um ano se passou e os pais procuram respostas para o desaparecimento de seus filhos. Entenda porque o caso atraiu os holofotes da mídia internacional e desencadeou tantos protestos.

Um total de 43 mexicanos tem paredeiro desconhecido desde o dia 26 de setembro de 2014, após ação policial na cidade de Iguala, no sul do México. Mas o que aconteceu? Por que os jovens nunca mais foram vistos?

Todos são rapazes. A maioria entre 18 e 21 anos, alunos da escola rural Raúl Isidro Burgos, de Ayotzinapa, a cidade cerca de 125 km de Iguala. Os jovens estudavam com o intuito de se tornarem professores nessa região rural mexicana.

No dia do ocorrido, os estudantes viajaram para cidade de Iguala, afim de arrecadar fundos para sua escola. O grupo de alunos usaram vários ônibus, tomados à força, prática comum em suas mobilizações. Além de pedirem recursos para educação, protestavam quanto a má qualidade do ensino. Desde então, Iguala foi um palco de violentos confrontos entre cerca de cem estudantes e a polícia.

Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, os estudantes foram vistos sendo conduzidos à força para o interior de carro da  polícia e, depois, sendo levados para um lugar desconhecido. Segundo as autoridades, policiais municipais abriram fogo contra os estudantes e os entregaram ao cartel "Guerreiros Unidos".

Três membros do Cartel admitiram que os estudantes foram assassinados e os corpos, queimados. De acordo com a investigação, o líder do grupo, Sindronio Casarrubias, ordenou o desaparecimento dos jovens por acreditar que faziam parte dos "Los Rojos", um grupo criminoso rival.

De acordo com a Anistia Internacional , mais de 70 pessoas envolvidas no caso, entre policiais, funcionários públicos e supostos criminosos já foram presos por envolvimento no desaparecimento. Alguns presos apontaram a versão que os 43 estudantes desaparecidos foram assassinados e enterrados após o ataque. As autoridades descobriram valas onde 38 cadáveres foram encontrados.  No entanto, as análises de DNA mostram que 28 dos corpos não são dos estudantes.

As informações sobre o que de fato aconteceu são contraditórias. A Procuradoria Geral da República (PGR) concluiu que o incidente foi um choque entre facções do narcotráfico da região - com o envolvimento do prefeito de Iguala e do governo estadual. A versão oficial, divulgada em janeiro de 2015, confirma a morte dos estudantes e sugere o fim das investigações. Segunda ela, os normalistas teriam sido detidos a mando do prefeito de Iguala, José Luis Abarca, para evitar que fossem  protestar num evento no qual sua esposa divulgaria os resultados do Sistema Municipal para Desenvolvimento Integral da Família. O prefeito foi afastado do cargo e depois de um mês foi foragido, foi preso.

Para os familiares, foi um desaparecimento político. Aos 47 normalistas (43 desaparecidos, três mortos e um em coma) vitimados em Iguala somam-se outras quatro vidas perdidas na repressão aos protestos da escola nos últimos três anos. Nenhum caso foi a julgamento, todos os envolvidos estão em liberdade.

Fonte: Galileu 


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