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O misterioso mapa do antigo do Pólo Norte

POR Diogo Quiareli    EM História      24/07/18 às 17h41

O Pólo Norte sempre foi um lugar misterioso para as pessoas. Olhando com mais atenção os mapas antigos do Ártico podemos perceber. Conforme o gelo marinho encolhe e surgem rachaduras, estudiosos tentam entender as razões para tais mudanças e buscam determinar o que devemos esperar no futuro. Há alguns séculos, quando as pessoas tentavam mapear o Ártico, não estavam preocupadas com o que estava acontecendo, só queriam saber o que tinha por lá. Como não sabiam, simplesmente inventavam. Assim foi o caso do primeiro mapa do Ártico conhecido, o "Septentrionalium Terrarum". Ele é preenchido com pedras magnéticas, redemoinhos estranhos e várias suposições coloridas.

O flamengo Gerardus Mercator foi o criador do mapa. Ele ficou mais conhecido pela "projeção de Mercator", método hoje famoso por pegar as linhas curvas da Terra e transformá-las em retas, podendo ser usadas em um mapa plano. Em 1569, Mercator apresentou um mapa do mundo embasado no seu conceito. Ele se estendia de leste a oeste  e prometia ser sem erros, como o dos marinheiros da época. Na intenção de tornar o seu mapa útil para navegação, Mercator teve que sacrificar a precisão em outras áreas. Ele teve que esticar as partes superior e inferior o seu mapa, assim fazendo com que as terras e mares no extremo Norte e Sul ficassem desproporcionais. Por esse motivo também muitas pessoas acreditam que a África e Groenlândia são do mesmo tamanho.

Sob os termos, o Pólo Norte parecia tão grande que seria quase infinito. Sendo assim, ao invés de incluí-lo em sua projeção geral ele decidiu definir apenas uma pequena visão de cima para baixo do Ártico. Os historiadores consideram esse o primeiro mapa do Ártico. Conforme foram aparecendo novas informações, Mercator e seus aliados atualizaram o mapa original. Nos anos de 1500 poucas pessoas haviam se aventurado no Ártico, mas isso não o impedia de buscar novas informações para acrescentar. O diário de viagem de um inglês partindo de Oxford deu a Mercator uma peça central pro seu mapa: a rocha maciça localizada extremamente no pólo.

Na época, a presença da formação foi amplamente aceita. A maioria das pessoas achava que era magnética, o que ofereceu uma explicação fácil para o fato de que as bússolas sempre apontavam para o norte. Não convencido pela informação, Mercator incluiu uma rocha diferente que era rotulada como "Magnetic Pole" no canto superior esquerdo do seu mapa. Ela ficava ao norte do Estreito de Anián. Ele desenhou o mapa do Ártico em quarto grandes pedaços separados por canais de água que se juntam e formam um enorme redemoinho. Ele conseguiu isso graças a exploradores canadenses que contaram suas histórias com correntezas. Após sua morte, em 1594, os cartógrafos e exploradores continuaram acrescentando informações e o tal redemoinho foi retirado.

Mapa Completo

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Via   Atlas Obscura  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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