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O motor desenvolvido pela NASA que desafia as leis da Física

POR Arthur Porto    EM Ciência e Tecnologia      04/11/19 às 19h20

O engenheiro David Burns, do Centro de Voo Espacial Marshall da NASA, criou um conceito ousado,para um "motor helicoidal". Em suma, o novo conceito de Burns explora os efeitos, que ocorrem próximos à velocidade da luz. Em síntese, por meio do novo conceito, Burns acredita que tal motor poderia impulsionar aeronaves pelo espaço, sem o uso de qualquer combustível propelente.

No servidor de relatórios técnicos da NASA, Burns publicou um documento, descrevendo o novo conceito. Por violar as leis da Física, a princípio, o novo conceito não foi bem recebido. Em contrapartida, Burns acredita que vale a pena desenvolvê-lo.

Para entender o princípio do motor de Burns, imagine uma caixa, em uma superfície sem fricção. Pronto? Agora, em seguida, imagine que, dentro dela, exista uma haste com um anel. Visualizou? Então, no caso, se uma mola impulsionar o anel, o objeto irá deslizar, ao longo da haste, enquanto a caixa recua na outra direção. Quando o anel retorna, o recuo da caixa também muda.

O conceito

 

Analogamente, a descrição acima é a terceira lei de Newton. Conhecida também como ação e reação, a lei mostra, em circunstâncias normais, como o conceito de Burns deveria funcionar. Em contrapartida, é diferente, quebra parâmetros estabelecidos. A ideia geral do engenheiro é acelerar íons, até quase chegar na velocidade da luz.

Além disso, Burns deseja também manipular essa velocidade. Por conta das leis da relatividade de Einstein, isso significa também que o engenheiro deve manipular sua massa. Por consequência, o motor consegue se impulsionar, sem nada empurrando-o para frente.

Agora, a pegadinha: e se a massa do anel for maior? O que irá ocorrer quando o anel deslizar? A caixa, então, se moveria em um impulso bem maior? Nesse ínterim, a ação excederia a reação, não é verdade?

Raciocínio

Como começamos explicar logo acima, o que Burns deseja é aumentar a massa do anel. Assim, quando o mesmo deslizar em uma direção, a caixa irá ganhar um impulso maior em uma extremidade do que na outra. A ação, dessa forma, excederia a reação e a caixa aceleraria para a frente.

Essa mudança de massa não desafia as leis da física. Em síntese, Einstein já previu que objetos ganham massa à medida que são direcionados à velocidade da luz. Por isso, esse é um efeito que Burns acredita que deve ser considerado nos aceleradores de partículas.

De fato, uma forma simples de atender o conceito de Burns seria substituir o anel por um mini acelerador de partículas. Para tal, o engenheiro quer utilizar um acelerador de partículas com o formato de uma hélice, com movimento lateral e circular. Dessa maneira, seria possível obter o mesmo efeito da caixa com a haste.

Em contrapartida, precisaria ser grande, com cerca de 200 metros de comprimento e 12 metros de diâmetro. Além disso, precisaria ser também poderoso, pois utilizaria 165 megawatts de energia para gerar apenas 1 newton de empuxo.

Por esse motivo, o motor só seria capaz de atingir velocidades significativas em um ambiente sem atrito. "O próprio motor seria capaz de atingir 99% da velocidade da luz se você tivesse tempo e energia suficientes", diz Burns.

A ideia de Burns, à primeira vista, pode parecer inédita. Entretanto, propostas sem propulsores não são novas. No final dos anos 1970, Robert Cook, um inventor dos EUA, patenteou um motor que, supostamente, converteu força centrífuga em movimento linear.

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Via   new scientist  
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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