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O Pentágono quer controlar drones com ondas mentais dos soldados

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      23/10/19 às 13h21

Todo mundo sabe o que é um drone, certo? Qualquer tipo de veículo aéreo não tripulado, controlado remotamente é considerado um drone. E essa tecnologia inovadora tem sido bastante usada como arma, para auxiliar em conflitos e guerras. A sua capacidade de chegar a lugares remotos, seu tamanho compacto e a possibilidade de ser controlado, por alguém remotamente faz dos drones uma ótima opção armamentista. Então, o Pentágono, como símbolo das Forças Armadas dos Estados Unidos, e que trabalha para o Departamento de Defesa está sempre buscando formas de aprimorar as suas defesas. E os drones parecem ser o futuro, tanto para os exércitos quanto para os civis.

Se depender do Pentágono, não demorará muito para que drones possam ser controlados pela mente. Isso mesmo, eles estão trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia inovadora, que daria aos soldados a capacidade de controlar drones militares mortais com as suas mentes. Por enquanto, esse projeto ainda está em fase inicial, mas caso realmente funcione, essa tecnologia pode mudar para sempre o modo com que os drones podem ser usados.

O projeto

O pentágono está com planos ambiciosos, para tornar as armas militares ainda mais eficientes. Para isso, eles pretendem lançar um tecnologia onde os soldados serão capazes de controlar os drones através da mente.

"Trabalhar com drones e enxames de drones, operando na velocidade do pensamento, e não através de dispositivos mecânicos - esses tipos de coisas são para o que esses dispositivos realmente servem", disse o neurocientista da DARPA, Al Emondi.

O neurocientista é o líder do programa de neurotecnologia não cirúrgica da próxima geração da DARPA. O programa inovador foi lançado no começo do ano passado, com a ideia de lançar uma interface cérebro-computador (BCI), sem a necessidade de implantação cirúrgica.

Em maio desse ano, ele liberou seis equipes de pesquisadores dos Estados Unidos para alcançar esse objetivo. Cada uma das equipes está trabalhando com um ângulo diferente. Uma equipe da Universidade de Carnegie Melon, da Pensilvânia, está testando se os sinais elétricos e de ultrassom podem suportar um BCI não invasivo. Ao mesmo tempo, o grupo designado pela Universidade Johns Hopkins está explorando a viabilidade da luz infravermelha.

O dispositivo

No entanto, por mais revolucionário que possa parecer essa ideia, ela implica em algumas complicações. A criação de um dispositivo que permitiria aos soldados controlar drones com suas mentes, levanta uma série de perguntas preocupantes. Por exemplo, o que aconteceria caso um soldado acidentalmente pensasse em um comando? Ou pior, e se um inimigo colocasse tivesse acesso a um desses dispositivos e o usasse?

São preocupações válidas e pertinentes, mas que ainda não são respondidas, até porque a tecnologia não está pronta. Então, fica difícil enxergar o impacto potencial de um BCI não invasivo a nível militar. Mas a tecnologia não se restringe apenas ao serviço do exército.

Um cidadão comum também poderia usar o dispositivo. Tal como para obter instantaneamente a capacidade de controlar todos os dispositivos conectados à internet em suas vidas. Tais como o smartphone até a casa inteligente, tudo isso pelo seu pensamento.

Agora, o principal objetivo das seis equipes da DARPA é fazer com que essa tecnologia funcione. Mas até lá, eles ainda têm um longo caminho a se percorrer antes de terem um BCI não invasivo pronto para ser usado no campo de batalha.

E você, o que acha dessa ideia? Arriscada ou não? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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