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O Pica-Pau russo radioativo, um mistério perturbador

POR Renata G Pereira    EM Curiosidades      04/10/19 às 15h25

Entre os anos de 1976 a 1989, um barulho perturbou nações de todo o mundo. Era um ruído fantasmagórico, que se assemelhava à pancadas feitas por um pica-pau. O ruído, com frequência de 10 hertz, interferia na comunicação, desde rádios amadores até as comunicações de navios e de aviões. E afetou, inclusive, as estações de rádio de Moscou.

Após algum tempo, a origem do irritante som de tec tec, finalmente, havia sido descoberta. A origem do barulho estava na União Soviética, mas a descoberta da origem do barulho, só serviu para que o pânico fosse instaurado.

E a partir disso, inúmeras teorias da conspiração surgiram. Todos acreditavam que o pica-pau era parte de algum golpe comunista. E que o som, reproduzido, tinha o objetivo de controlar a mente das pessoas. As nações de todo o mundo começaram a se queixar com a União Soviética. Ela, no entanto, negou a existência de qualquer tipo de aparelho, que pudesse produzir tal som. Ou ser responsável pelos sons do pica-pau.

O pica-pau russo

O barulho do pica-pau russo só parou em 1989. Até então, ainda não se sabia ao certo o que provocava esse ruído. Foi após o fim da União Soviética, que foi possível finalmente desvendar o mistério do pica-pau russo. Em suma, se tratava de um operacional de radar. O nome veio por conta do barulho recorrente.

O som que vinha do Duga, que era um sistema de radares soviéticos, se protelou por muito tempo. Esse radar tinha a função de detectar ataques de mísseis, e emitir alertas antecipados de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais. E assim, a União Soviética poderia antecipar algum ataque e teria tempo de reagir. Por isso, a União Soviética manteve a enorme estrutura do Duga, em segredo.

O radar Duga era um equipamento fundamental em plena Guerra Fria. Com a ameaça nuclear, ele era muito útil para evitar a aniquilação mútua. Isso porque, como não havia a possibilidade de um ataque surpresa, já que o país receberia o alerta antecipadamente, qualquer tentativa ficaria inviável.

A construção do Duga começou em 1972. E o primeiro sucesso do sistema desse radar, foi detectar o lançamento de foguetes lançados do Cosmódromo de Baikonur, no sul do Cazaquistão.

O pica-pau russo, ou seja, o Duga, operava em Chernobyl, na Ucrânia. O Duga fazia parte de uma gigantesca estrutura com 150 metros de altura e 700 metros de comprimento, e utilizava uma potência estimada em 10 milhões de watts. Razão pela qual foi construído próximo da usina de Chernobyl.

E mesmo após o desastre nuclear, em Chernobyl, em 1986, o Duga continuou funcionando. E só parou, quando foi substituído por novas tecnologias via satélite.

Chernobyl

O radar Duga foi deixado para apodrecer no ar radioativo de Chernobyl. Sua estrutura se encontra em decadência, abandonada devido à contaminação por radiação. Assim como veículos e dispositivos eletrônicos, após o acidente nuclear.

Devido ao radar Duga ter sido tratado como ultrassecreto, todos os documentos, sobre sua operação, foram destruídos ou arquivados em Moscou. E os componentes vitais da antena foram transportados para a capital russa, ou levados pelos saqueadores.

No caos que se seguiu ao colapso da União Soviética, o destino do radar foi consolidado por sua localização, no meio da Zona de Exclusão de Chernobyl, isolada do público, por décadas.

A catástrofe de Chernobyl impactou a vida de milhares de pessoas inocentes, cobriu todo o continente com radiação e levou à morte e à deterioração da saúde de centenas de pessoas.

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Renata G Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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