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O plano mirabolante da CIA para recuperar tecnologia soviética do fundo do oceano

POR Mateus Graff    EM História      07/03/18 às 19h11

No ano de 1974, um navio saiu dos EUA para navegar até o oceano Pacífico. Segundo a expedição, essa seria uma nova e revolucionária industria. Com grandes sondas e intrumentos de perfuração, diziam que o navio estava atrás de riquezas no fundo do mar, como metais preciosos e outros minerais.

Porém, caros amigos, o que pouca gente sabia é que a expedição era uma grande farsa. Na verdade, o navio e sua tripulação estavam atrás de um submarino soviético que tinha desaparecido seis anos antes, o K-129. O submarino afundou com mísseis nucleares a cerca de 2,4 mil km a noroeste do Havaí. Gosto da história? A gente conta mais detalhes dessa missão para vocês.

A missão

Na época, os russos falharam na busca do submarino. Mas os americanos foram mais espertos e conseguiram detectar o barulho de uma explosão embaixo da água que eventualmente os levaria para os destroços. Na época, o submarino representava as 'joias da coroa'. Era uma chance de explorar os mísseis de Moscou e detalhes da indústria naval russa.

Nisso, a CIA, agência de inteligência americana, resolveu bolar um plano chamado Projeto Azorian. O combinado era resgatar o submarino sem que os russos percebessem. Eles então arrumaram um homem rico à frente, alguém que fizesse a exploração de minerais real. O escolhido foi o magnata Howard Hughes.

Chamada de Hughes Glomar Explore, o navio tinha compartimentos secretos, inclusive de submarinos, algo bem parecidos com filmes do James Bond. Executivos foram enviados para conferências de mineração oceânica para descrever em detalhes os planos da empreitada, tudo isso para tentar disfarçar o plano dos russos.

Depois de 6 anos, a embarcação de 500 milhões de dólares ficou pronta. Dave Sharp, um dos poucos ex-agentes da CIA que falam sobre esse projeto, diz o seguinte: "fizemos a mineração oceânica parecer muito mais crível. Realmente enganamos muita gente, e é surpreendente que a história tenha sido sustentada por tanto tempo."

Para vocês terem uma ideia, o plano foi levado tão a sério que até o preço das ações das empresas envolvidas foi elevado. Eles também levaram universidades americanas para considerar abrir um curso desse tipo de mineração.

Hora de fazer o resgate

O oceano precisaria estar calmo para colocar o navio em ação. Isso aconteceria no verão, mas pouco antes do verão de 1974, Richard Nixon (presidente dos EUA na época) estava em Moscou para uma conferência de acordo de paz.

Como havia o risco de ser pego tentando roubar o submarino e isso não iria ajudar no acordo de paz, Nixon exigiu que a ação fosse adiada até que ele saísse da Rússia. No dia 4 de julho a missão começou. O navio teve vários problemas técnicos, mas no dia 30 de julho o submarino foi encontrado.

Na hora de puxar o submarino, a parte de trás se soltou e apenas metade do submarino foi resgatado. Dentro havia seis corpos e, para o desânimo da tripulação, as armas e os livros com os códigos secretos que os americanos esperavam achar nunca apareceram.

Um ano depois, detalhes e imagens da missão foram divulgadas e a ideia de recuperar a outra metade do submarino foi esquecida. Para a CIA, esse foi um dos golpes de inteligência mais bem sucedidos da Guerra Fria (muitos consideraram desnecessária).

E aí, já conhecia a história do resgate secreto do submarino? Gosta de conteúdos como esse e gostaria de ter mais histórias assim no site? Comente!

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Via   BBC  
Mateus Graff
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