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O que acontece com o seu corpo na ''Zona da Morte'' do Monte Everest?

POR Arthur Porto    EM Natureza      09/09/19 às 19h15

O recorde de ascensões ao Everest, em uma só temporada, ocorreu em 2018: 802 pessoas pisaram no teto do mundo, mas apenas uma não usou oxigênio artificial. Apenas uma superou, naturalmente, um dos maiores desafios que envolvem escalar o Everest: a altitude. Para quem não sabe, o corpo humano não funciona adequadamente quando está acima do nível do mar.

O topo do Monte Everest está localizado a exatos 8.848 metros acima do nível do mar. Por ser considerado o pico mais alto do mundo, o topo do Everest passou a ser conhecido como "zona da morte". Ali, devido à altitude, há tão pouco oxigênio que o corpo começa a "falhar" lentamente

Em suma, a falta de oxigênio e o frio transformam a escalada em uma tarefa hercúlea. Entretanto, questões como o cansaço, a insônia, e, recentemente, a lotação de exploradores na hora do "ataque ao cume" tornam, de fato, a situação ainda mais complicada. Para se ter uma ideia, apenas 4% das 4.833 ascensões já feitas ao Everest não contaram com a ajuda de tanques de oxigênio.

O corpo humano e a altitude

No nível do mar, o ar contém aproximadamente 21% de oxigênio, mas, a partir dos 3,6 mil metros de altitude, esse nível diminui cerca de 40%. É por esse motivo que, na famosa "zona da morte", respirar é uma missão praticamente impossível. De acordo com especialistas, é complicado mesmo com oxigênio extra.

Mas por quê? Bom, no topo, a quantidade de oxigênio no sangue cai abaixo de um certo nível. Consequentemente, a frequência cardíaca sobe para 140 batimentos por minuto. Com o aumento da frequência cardíaca, aumenta-se também o risco de um ataque cardíaco. Além disso, crescem as chances de se ter um edema pulmonar, assim como faltas de ar, sentimento de fraqueza e tosse.

Dentre todos os sintomas destacados, há ainda um outro que provoca temor naqueles que realizam a escalada. A falta de oxigênio também pode causar confusão mental. Em alguns casos, a falta da substância faz com que os alpinistas comecem a delirar. Existem casos registrados de pessoas que começaram a se despir ou conversar com amigos imaginários.

Como explicam os especialistas, quanto mais alto, piores serão os sintomas. Passar por tal experiência, exige preparação. Por conta disso, os exploradores passam semanas em um acampamento. Durante esse período, os alpinistas passam por uma aclimatação para acostumar o corpo ao ambiente hostil.

A escalada

Escalar o Everest custa entre 115.500 e 511.000 reais. A primeira, claro, é a tarifa mais baixa. Existe uma intermediária, que custa 267.000 reais. Os pacotes mais baratos são operados por agências do Nepal. Já os mais caros parecem ser oferecidos por empresários estrangeiros.

Nesse caso, o valor da expedição é mais caro porque o alpinista é acompanhado por diversos guias. Além disso, o oxigênio engarrafado custa cerca de 23.500 reais. O oxigênio é dividido em 20 tanques, que é a medida perfeita para não congelar, dormir placidamente e não comprometer a viagem de ida e volta até o topo.

De acordo com o site Himalayan Database, 64% das ascensões são pelo Nepal e 36% pela China. Ainda de acordo com o site, estima-se que 288 pessoas já morreram na tentativa.

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Via       Revista Galileu     El País Brasil  
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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