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O que esse óleo encontrado nas praias pode fazer com o corpo humano?

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      22/10/19 às 17h59

Desde 30 de agosto, boa parte do litoral do nordeste está sendo atingida por manchas de óleo. O problema já afeta 200 localidades em 78 municípios de 9 estados. De acordo com um balanço recente do governo, a substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. Material este que pode ser prejudicial à saúde.

Muitas voluntários, em vários pontos do litoral brasileiro, se mobilizaram para retirar o material das areias e da água. Numa tentativa de minimizar as consequências devastadoras ocasionadas pelo vazamento, como a contaminação das praias e a morte de animais marítimos.

Tanto para aqueles que estão ajudando na limpeza dos locais, onde o óleo surgiu, quanto para os banhistas, especialistas fizeram alguns alertas sobre o possível contato com o material. Fernando Beltrão, médico e biólogo, informou ao G1, que não há riscos para os banhistas, enquanto estiverem na água. Porém, o mesmo não se aplica caso o contato ocorra na areia.

"O óleo não se mistura com a água. São pedaços de gordura, de lipídio, e dificilmente colam em alguém dentro d'água. Ainda que toque na pele, não vai causar mal", afirmou Beltrão.

Uma vez na areia das praias, especialmente em horários mais quentes, a situação pode ser bem perigosa. "Quando você pisa, ele cola onde você tocar, seja no pé, nas mãos ou em outra parte do corpo. Pode queimar, porque é óleo quente", explica Beltrão.

Caso isso venha a ocorrer, a dermatologista Consuelo Arruda possui algumas recomendações. "Se isso acontecer, a pessoa deve retirar a substância com delicadeza, utilizando óleo de coco ou de cozinha. Quando retirar, lavar com água e sabão", explicou ela.

Danos

O contato com o petróleo cru pode ocasionar dermatite e elaioconiose, um tipo de cisto ocasionado pela obstrução dos poros, pelo contato com esse tipo de produto. Se a pele está irritada e vermelha, é bom procurar assistência médica", completou Beltrão.

Apesar de não haver muitos problemas em relação aos banhistas, Consuelo fez algumas recomendações. É importante não criar uma neurose, mas evitar onde tem o óleo e avisar aos órgãos competentes quando vê-lo, mas nada que possa comprometer a vida".

Em entrevista ao portal Rádio Jornal, a dermatologista Carolina Coelho também fez algumas considerações. "Enquanto as autoridades não se pronunciarem oficialmente em relação a que material é esse, o que é recomendado é que as pessoas não entrem em contato. Esses voluntários devem usar material de proteção sobre toda a pele: usar botas, usar luvas e usar máscaras".

Para conter o óleo, a Marinha brasileira, a Petrobras e a Transpetro providenciaram algumas barreiras de contenção e de absorção. No Pernambuco, mantas absorventes foram posicionadas, para conter o avanço do óleo.

Desde o dia 18 de outubro, foi instaurada uma Sala de Situação no Palácio do Campo das Princesas, no centro do Recife, para realizar o monitoramento do petróleo. O trabalho será feito com o auxílio de helicópteros e navios. Representantes das Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, da Defesa Civil e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) se reuniram no local.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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