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O que podemos aprender com as pandemias da literatura?

POR Erik Ely    EM Entretenimento      06/05/20 às 14h01
capa do post O que podemos aprender com as pandemias da literatura?

Recentemente, passamos a viver em isolamento social para achatar a curva de contágio da Covid-19. E, em temos tão incertos como estes, a literatura se tornou uma forma de escaparmos da realidade. Dessa forma, o apelo da ficção pandêmica também aumentou. Com isso, muitas pessoas começaram a perceber que podem aprender com as pandemias da literatura, já que muito do que estamos vivendo hoje já foi retratado no passado em situações semelhantes.

Muito títulos pandêmicos se tornaram verdadeiros guias para a situação de hoje. Assim, percebemos que muitos desses romances descrevem epidemias numa progressão cronológica e realidade. Portanto, é possível encontrar desde os primeiros siais de problema até os piores momentos. Mas também, o retorno à "normalidade". Mais do que mostrar o que de pior ainda está por vir, essas ficções também nos mostram que é possível superar esse momento.

Histórias que retratam situações que estamos vivendo

Em 1772, Daniel Defoe publicou "Um Diário do Ano da Peste". No livro, o autor narra a peste bubônica, de 1665, em Londres. Dessa forma, encontramos uma série de eventos sinistros que acontecem até que, de fato, a doença se torne de conhecimento geral.

Defoe começa sua história em setembro de 1664, quando os primeiros rumores começam a circular. Em seguida, a primeira morte suspeita na cidade de Londres. Pouco tempo depois, em julho, a cidade já havia sido tomada por novas regras. "Que todas as festas públicas, jantares em tabernas, cervejarias e outros locais de entretenimento comum sejam suspenso até novas ordens", descreveu o autor.

Esse caso durou até dezembro, quando "o contágio estava esgotado, e também o clima do inverno acelerava, e o ar estava limpo e frio, com geadas fortes... a maioria dos que haviam adoecido se recuperou e a saúde da cidade começou a voltar". Depois disso, as ruas foram retomadas, "as pessoas andavam dando graças a Deus por sua libertação".

Narrativas pandêmicas estão se tornando best-sellers

Em uma das principais pandemias da literatura, podemos citar "A Peste", de Albert Camus. Recentemente, o livro se tornou um best-seller e forma crua como a doença é retratada pode explicar o sucesso em meio à atual pandemia. Contudo, ao final de tudo que é enfrentado, o livro nos apresenta uma visão positiva de tudo que aconteceu. "Eles sabiam agora que, se há uma coisa que sempre se pode desejar e, às vezes, alcançar, é o amor humano".

Em um outro caso,  Katherine Anne Porter nos mostra em "Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro", de 1939, como a gripe espanhola reformulou o mundo em 1918. É também, o livro se torna um retrato tristemente familiar com o momento que estamos vivendo. "É terrível... Todos os teatros e quase todas as lojas e restaurantes estão fechados, e as ruas estão cheias de funerais o dia todo e ambulâncias soam a noite toda", diz o amigo da heroína Miranda, Adam.

Além disso, também podemos citar pandemias da literatura deste século, que inspiraram romances sobre desolação e colapso pós-peste, com cidades desertas e paisagens devastadas. Nesses romances, encontramos referências a síndrome respiratória aguda grave, de 2002. Mas também, a síndrome respiratória do Oriente Médio, de 2012 e o ebola, de 2014.

Em "O Ano do Dilúvio", de 2009 somos apresentados a uma raça-humana quase extinta. Porém, o mais surpreendente no livro é que, de fato, são premissas plausíveis para o fim da humanidade. Nesse caso, não há "mocinhos" ou "bandidos", mas apenas pessoas que buscam sobreviver. Em "Estação Onze", de 2014, acompanhamos o mundo depois de um gripe extremamente contagiosa. Aqui, percebemos como um vírus pode ser fatal, uma vez que 99% da população global é morta.


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Erik Ely
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