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O Tigre-da-Tasmânia, extinto desde 1936, pode ter sido descoberto de novo

POR Arthur Porto    EM Natureza      05/11/19 às 18h05

O Tigre-da-tasmânia é uma das espécies mais singulares já registradas. Em suma, o título é devido a suas características físicas. Para quem não conhece, a espécie possui corpo similar ao de um cão, cabeça semelhante a de uma raposa e dorso com listras parecidas com as dos tigres. Nesse sentido, mais singular ainda são as fêmeas, que possuem uma bolsa semelhante a dos cangurus.

Exemplar peculiar, o Tigre-da-tasmânia, que  sempre foi um animal solitário, não existe mais. Ao que parece, desde setembro de 1936, já não há mais vestígios desses animais. Além disso, pouco se sabe sobre seu fim. Basicamente, ninguém sabe dizer ao certo o porquê o Tigre-da-tasmânia terem sido extintos.

Para muitos, a extinção do Tigres-da-tasmânia estava relacionada com fatores naturais, como enfermidades, por exemplo. Para outros, o motivo era bem mais simples: a caça predatória. Nesse ínterim, há aqueles que também acreditam que o surgimento do zoológico de Hobart, localizado em Queens Domain, na australiana Ilha da Tasmânia, foi o estopim.

O fim da espécie

Em síntese, os Tigres-da-tasmânia sempre habitaram o continente australiano. Bom, até o início do século XIX, a presença desses animais era bastante comum na região. Entretanto, acredita-se que tal cenário começou a mudar, quando os colonizadores ingleses iniciaram a colonização da atual Ilha da Tasmânia.

Instaurados no continente, os ingleses começaram a suspeitar que os Tigres-da-tasmânia eram os responsáveis pelo sumiço de exemplares do gado da região. Acredita-se, então, que a especulação dos ingleses foi como uma verdadeira sentença de morte para esses animais. Afinal, os colonizadores, na época, iniciaram uma campanha de extermínio.

Em contrapartida, por muito tempo, tentou se atribuir a extinção desses animais a um tipo de doença específica, capaz de dizimar um espécie inteira. Entretanto, de acordo com especialistas, uma doença assim poderia eliminar parte da espécie, mas não toda. Basicamente, a ação do homem, implacável e devastadora, é o único motivo que justifica o fim desses animais.

Para os especialistas, a espécie jamais conseguiria se reproduzir com a mesma velocidade, com a qual era dizimada pela desenfreada campanha de caça, imposta pelos ingleses. De qualquer forma, até hoje, ainda não há uma razão concreta que explique a extinção.

Esperança

Recentemente, vários avistamentos relatados parecem nos trazer uma outra realidade. Tais relatos mostram que a espécie pode, sim, ter sobrevivido à ação do homem. Segundo a CNN, um documento oficial foi recentemente divulgado pelo governo australiano, relatando oito avistamentos de Tigres-da-tasmânia, entre setembro de 2016 e setembro deste ano.

Se os avistamentos são realmente precisos, os animais, agora, despertam um questionamento intrigante: por onde andavam esse animais, considerando que o último tigre da Tasmânia, vivo e conhecido, morreu em cativeiro, no outono de 1936?

Nativos do estado insular da Tasmânia, os Tigres-da-tasmânia, hoje, ganharam status quase mítico, pois continuam a ser oficialmente documentados, mas são constantemente vistos pelos habitantes e visitantes da Tasmânia. Devido a tais avistamentos, é provável que seus números tenham diminuído após serem amplamente caçados por seres humanos.

Agora, caso a extinção realmente seja comprovada, ainda há esperança para aqueles que desejam ver um. O Museu Australiano replicou o DNA de tilacino em 2002, tornando potencialmente possível trazer de volta à vida a criatura misteriosa.

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Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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