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O trágico fim dos filhos da Princesa Isabel

POR Arthur Porto    EM História      20/11/19 às 15h28

Em 1889, a Família Imperial e seus membros embarcaram para a Europa, no navio Sergipe. Já no continente europeu, a Princesa Isabel e seu esposo Gastão, o Conde D"Eu, viveram uma vida pacata, na comuna francesa de Bolonha. Ali, os três filhos do casal começaram a estudar em escolas parisienses.

Por ser o único clã descendente viva de D. Pedro II, a família, para os europeus, pertencia à nobreza francesa. O cenário, então, muda abruptamente com o advento da Primeira Guerra Mundial.

Alistamento

Dom Antônio Gastão e Dom Luís Maria, ao chegaram na França, tinham oito e onze anos, respectivamente. Por haverem crescido ali, ambos decidiram se alistar no exército, quando completassem a tenra idade. A ideia, numa primeira vista, recebeu todo o apoio do pai, o Conde D"Eu. Afinal, na época, o conde já havia aberto mão do trono francês, ao se casar com Isabel.

Mesmo ambos os filhos estando decididos a realizar o alistamento no país, a França se recusou a receber os dois príncipes em seu exército. Acredita-se que tal decisão envolveu o fato de o país ser uma república. Assim, sem êxito, ambos se alistaram no Império Austro-Húngaro, que até então era governado pelo o imperador, Francisco José I, tio dos dois.

Junto aos austríacos, os filhos da Princesa Isabel iniciaram a carreira militar. Até tal momento, a guerra não havia eclodido. Além disso, ambos tampouco imaginaram que os dois países entrariam em choque na Grande Guerra. A surpresa veio com o assassinato do arquiduque, Francisco Ferdinando. Logo após a morte do arquiduque, a grande guerra começou.

Ambos deixaram o exército austríaco. Em 1914, após serem rejeitados novamente pelo exército francês, os dois decidiram se alistaram nas fileiras britânicas. A presença dos dois foi permitida devido a parentescos com a família real inglesa. Treinados no Império Austríaco, defendendo o exército Britânico e considerando-se franceses, ambos, finalmente, conseguiram participar da guerra.

Panorama

Luís entrou na guerra em agosto de 1914. Em meio ao advento, lutou por quase um ano. Ali, era responsável pela comunicação entre as trincheiras. Na época, contraiu uma espécie de reumatismo por ter atuado, nos pântanos no norte da França. Luís morreu com 42 anos, em 1920. Antes de falecer, Luís passou seus últimos anos, em uma cadeira de rodas. Para matar o tempo, ensinava português aos filhos e enaltecia e imagem do Brasil.

Já D. Antônio, seu irmão, tornou-se capitão do regimento Dragão Canadense Real, junto aos canadenses que defendiam a bandeira britânica. Diferente de Luís, D. Antônio atuou em batalhas aéreas. Com o fim da guerra, Antônio sofreu um acidente de avião. O acidente ocorreu nos arredores de Londres. D. Antônio, então, falece em 29 de novembro de 1918, aos 37 anos, em decorrência dos ferimentos.

Outras tragédias da família

Antonieta de Luxemburgo (1899-1954), uma das tias-avós de Luiz Gastão e Bertrand, é outra protagonista de história trágica. Antonieta foi esposa de Rupprecht (1869-1955), príncipe herdeiro da Baviera e tio da princesa Maria Isabel da Baviera, mãe de Luiz e Bertrand.

Sua história trágica começa e termina, quando é capturada pelo regime nazista com os filhos durante a Segunda Guerra. Antonieta, então, morre devido a consequências dos maus-tratos, que ocorriam nos campo de concentração.

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Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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