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O último dia de Paul Walker

POR Diogo Quiareli    EM Último Dia      17/10/19 às 15h02

Se você é um fã dos filmes de ação, em especial Velozes e Furiosos, sabe quem é Paul Walker, pois esse é um ídolo de toda uma geração. Infelizmente, perdemos Paul para um acidente que chocou o mundo. No entanto, o seu legado continua vivo e seus feitos mudaram e ainda mudam a vida de várias pessoas. Mas uma coisa é bastante questionada. Como teria sido o último dia de Paul Walker? Vamos ver!

No dia 30 de novembro de 2013, saíram as imagens de um carro em chamas com uma impactante manchete. Essa dizia que Paul Walker havia falecido. O texto chocou o planeta. A tragédia aconteceu em uma rua bastante movimentada, na cidade de Santa Clarita, estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Paul deixou para trás sua esposa, uma filha, chamada Meadow, que na época tinha 15 anos, e toda sua família e amigos, absolutamente desolados. Sem contar os diversos fãs, principalmente aqueles que acompanhavam de perto a saga Velozes e Furiosos. Todos ficaram incrédulos com tudo o que tinha acontecido! Antes de chegar ao último dia do ator, confira conosco um pouco mais de sua vida. 

Vida de Paul Walker

Paul Walker nasceu em no dia 12 de setembro de 1973, na cidade de Glendale, na Califórnia. Desde criança, ele sempre teve um grande interesse por carros e altas velocidades. Um de seus avós corria em competições profissionais de automobilismo, nos anos de 1960. Ele ajudou a transmitir essa paixão conforme o tempo passava. Anos depois, quando já era um ator consolidado, Paul Walker começou a comprar carros para compor uma coleção particular. Entre os modelos, está o icônico Nissan Skyline, que ficou famoso na série Velozes e Furiosos, sendo, inclusive, o seu preferido.

Paul estreou nas telonas em 1986, no filme O monstro do Armário, onde interpretava um professor. Com o passar dos anos, ele foi ganhando mais destaque e tendo novas oportunidades. Isso não só no cinema, mas também na televisão. Ele participou de diversas séries, geralmente como ator convidado para um ou dois episódios. Mas foi com a franquia Velozes e Furiosos que Paul Walker começou a finalmente ganhar um grande reconhecimento do público em geral. O primeiro filme foi lançado em 2001. Mas, foi a partir do quinto filme que a franquia começou a decolar. 

Em 2013, quando Paul Walker morreu, ele estava gravando o sétimo filme da franquia Velozes e Furiosos. Aos poucos, ele ia ganhando mais espaço na mídia e novas oportunidades de filmes. Aos 40 anos de idade, o ator estava em constante crescimento. Ele estava escalado para ser o protagonista do longa, que é baseado em uma série de videogame bastante famosa sobre espionagem e assassinatos. Só que, mesmo com a fama e com o aumento de prestígio em Los Angeles, o ator continuava sendo uma pessoa que priorizava muito a sua família e seus amigos.

O Último dia de Paul

Em um documentário chamado "I am Paul Walker", sua mãe, Cheryl Walker, relata a última vez em que ela o viu. Ela afirma que ele sempre foi um filho muito carinhoso e que gostava de ficar horas conversando com ela. Não por acaso, no último dia que viu seu Paul, foi justamente o dia em que ele acabou falecendo. Eles estavam conversando e se divertindo, como sempre, na casa dela. O assunto da vez era a respeito do Natal. O ator chegou a dizer que à noite iria sair, para poder comprar uma árvore de Natal. 

Só que, em um dado momento da conversa, Paul recebeu uma mensagem de texto em seu celular. A mensagem o avisava do evento de caridade em que ele deveria comparecer. Walker havia se esquecido. Na hora, ele se levantou, se despediu rapidamente da sua mãe e saiu correndo pela porta. O artista tinha que ir a um evento de caridade. O evento de caridade tinha, primeiramente, a função de arrecadar fundos. Esses seriam doados para as vítimas de um tufão que havia atingido as Filipinas pouco tempo antes. Tudo aconteceu em uma loja especializada em veículos esportivos. Esse seria o último evento que o ator participaria enquanto vivo.

De acordo com uma reportagem da US Magazine, Walker estava muito feliz com o evento e sua proporção. Ele havia sido o responsável por organizá-lo, por meio da sua fundação, a ROWW, sigla para Reach Out Worldwide. A organização foi criada após o terrível terremoto que atingiu o Haiti, em 2010. Na época, o ator havia viajado para o país e visto toda a tragédia. Se sentindo tocado pela situação e querendo ajudar o máximo possível de pessoas em situações de extrema pobreza ou vítimas de desastres naturais, ele fundou a ROWW.

A Caminho da Morte

No evento, eles conseguiram arrecadar dinheiro para ajudar as vítimas e também brinquedos para as crianças que perderam tudo com a tragédia. Obviamente que isso ajudou a fazer com que a morte de Paul Walker fosse mais dolorida. Posteriormente, havia acabado de ajudar milhares de pessoas. Na saída do evento de caridade, Paul sentou no banco de passageiros do seu amigo Roger Rodas. Ele estava dirigindo um carro esportivo vermelho.

Roger Rodas era um grande amigo do ator. Ele era um homem muito bem sucedido financeiramente. Já trabalhou para bancos gigantes e também era famoso por se engajar em causas humanitárias. Não à toa ele estava no evento com Paul. Antes de tudo, o que aproximou os dois foi o amor que eles nutriam por carros, principalmente os que eram velozes. Ambos eram donos de uma loja de customização de carros na Califórnia, no melhor estilo da franquia Velozes e Furiosos, porém legalmente. Além disso, Rodas participava de um campeonato profissional de corridas em circuitos, denominada Pirelli World Challenge.

Voltando ao dia de 30 de novembro. Um pouco antes de partirem para as ruas da cidade, Paul acenou para os fãs e fotógrafos que estavam no local. Essas foram as últimas fotos tiradas do ator. Depois daquilo, os dois saíram. Quando eles estavam em Valencia , por volta das três e meia da tarde, Rodas acabou perdendo o controle do carro e bateu em um poste de concreto, além de mais três árvores. O carro ficou totalmente destruído. E para piorar a situação, o veículo começou a pegar fogo inesperadamente.

Realidade Chocante

Embora diversas testemunhas tenham visto e tentado ajudar as vítimas, as chamas, e na sequência, uma explosão, impediram que, tanto Walker, quanto Rodas fossem salvos de alguma maneira. Quando o resgate chegou, infelizmente, ambos estavam mortos. As investigações do acidente estimam que o carro estava entre 130 e 150 quilômetros por hora. Só que a velocidade máxima do local era de apenas 45 milhas por hora, que convertendo, equivale a mais ou menos, 72 quilômetros por hora. Nenhum dos dois havia ingerido álcool ou utilizado algum tipo de droga. A via também estava em perfeitas condições, e certamente, não foi considerada como um dos possíveis motivos para o acidente.

De acordo com a autópsia feita, os dois morreram justamente pela soma do impacto da batida com as chamas, que tomaram conta do veículo. Ironicamente, ou não, o local, no qual Walker e o seu amigo morreram, era muito conhecido pelo pessoal que promove corridas ilegais de rua, principalmente os típicos drift. Contudo, era como um lugar ideal para fazer manobras com os carros. 

Um fato interessante sobre a morte de Paul e o seu amigo, é que ambas as famílias processaram a fabricante do carro esportivo. As famílias alegaram que o veículo possuía falhas estruturais no seu projeto e que isso teria provocado a morte dos dois. A fabricante alegou que, na verdade, tinha ocorrido um erro do motorista e que ela não era responsável por nenhuma das mortes. Após a análise da perícia e de especialistas em acidentes, ficou comprovado que Roger Rodas realmente perdeu o controle do carro e sua alta velocidade, combinada com o local da batida, fizeram com que os amigos morressem, eximindo assim a culpa da fabricante.

Filmes a Seguir

E se lembra que falamos que ele estava gravando o sétimo filme de Velozes e Furiosos, além de estar escalado para ser o protagonista de Hitman: agente 47? Então. Após a chocante morte de Paul Walker, as gravações de Velozes e Furiosos foram suspensas por algum tempo. Quando retomadas, os responsáveis por produzirem e dirigirem o filme tiveram que adaptar o roteiro do personagem de Paul.

Para fazer essas cenas, eles contaram com os irmãos do ator, e claro, com uma baita ajuda da tecnologia que criou uma versão digital dele. A despedida do personagem, Brian, é uma das cenas mais emocionantes da última década. A bilheteria ultrapassou um bilhão de dólares arrecadados pelo mundo. Já as gravações do filme Hitman: agente 47, não haviam começado. Por causa disso, o ator pôde ser substituído por outro. No caso, o papel ficou com Rupert Friend. Ao contrário de Velozes e Furiosos, a bilheteria de Hitman não foi muito boa.

Várias homenagens foram feitas a Paul Walker e seu amigo Roger Rodas. A música See You Again, feita por Wiz Khalifa para o filme Velozes e Furiosos como tributo ao ator e que contou com um clipe bastante emocionante, fez um sucesso enorme. A ROWW continua funcionando até hoje e leva adiante a ideia de Paul Walker de ajudar as pessoas.

Confira conosco um vídeo explicando melhor sobre isso

E aí, o que você achou dessa história? Embora tenha tido uma morte trágica, Paul marcou o mundo de uma forma especial. Comenta pra gente aí embaixo e compartilhe com seus amigos.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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