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Objetos de Marie Curie permanecem radioativos mesmo após 85 anos

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      27/03/19 às 19h53
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Você sabe quem foi Marie Curie, uma das mais famosas cientistas do século passado? A cientista que se dedicou à ciência, alcançou muitas coisas, e a sua dedicação lhe rendeu muitos prêmios, mas acabou também lhe custando a própria vida. Marie fez algumas das contribuições mais significativas para a ciência no século 20.

Marie é a única pessoa a ganhar dois prêmios Nobel em dois campos distintos. Feito que desafiou as expectativas do que uma mulher deveria ser na sua época, e acabou abrindo os caminhos para a nossa compreensão sobre a radioatividade. Inclusive, foi ela mesma quem criou o termo radioatividade, e descobriu dois novos elementos da tabela periódica: o polônio e o rádio.

O que muita gente não sabe, é que os níveis de radiação a que ela foi exposta durante as suas pesquisas, acabou resultando em uma doença. A cientista acabou morrendo de anemia aplástica, decorrente do contato com materiais radioativos sem o uso de equipamentos adequados. Essa radiação era tão poderosa, que até hoje, 85 anos depois de sua morte, faz com que seus objetos ofereçam riscos a quem os tocá-los. E todos estes pertences são então guardados em caixas revestidas de chumbo, para conter a radiação.

Os objetos

Atualmente, uma enorme quantidade de pertences de Marie, entre móveis, roupas, cadernos de anotações de laboratório e livros, continuam radioativos. Todos os itens fazem parte de uma coleção de objetos considerados tesouros nacionais e científicos, que estão mantidos em caixas cobertas de chumbo na Biblioteca Nacional da França, em Paris.

Se você quiser visitar a coleção de Pierre e Marie Curie, você precisará assinar um termo de isenção de responsabilidade da biblioteca, e usar roupas de proteção adequadas para o manuseio dos objetos contaminados com radiação.

A coleção de objetos está contaminada com rádio 226, o elemento químico é capaz de se manter ativo por até 1.600 anos. Nesse caso, não espere ir até a biblioteca dar uma olhada tranquilamente em sua coleção tão cedo, não nesse século pelo menos.

Se analisar todo o contexto, os níveis de radiação presentes nos objetos fazem todo sentido. Marie basicamente vivia andando com garrafas de polônio e rádio nos bolsos. Além disso, ela mantinha recipientes cheios de substâncias perigosas em suas prateleiras.

"Uma das nossas alegrias foi entrar em nossa sala de trabalho à noite; então percebemos por todos os lados as silhuetas fracamente luminosas das garrafas de cápsulas contendo nossos produtos", escreveu a cientista em sua autobiografia. "Era realmente uma visão adorável e sempre uma novidade para nós. Os tubos incandescentes pareciam leves luzes de fadas".

A cientista

Marie Sklodowska Curie nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 1867. Marie era a caçula de cinco filhos. Com o clima político em seu país, as coisas não foram fáceis para a sua família. E a jovem enfrentou muitos obstáculos, principalmente por ser mulher. Mesmo com um ótimo desempenho na escola, ela foi impedida de continuar os estudos por conta do gênero. Mas isso não a deteve. Assim, Marie se matriculou em uma universidade clandestina e ilegal, chamada de Flying University, para dar continuidade aos seus estudos.

Depois de terminar os estudos básicos, Marie se mudou para Paris. Ela se formou em Física pela Universidade de Paris e começou a trabalhar em um laboratório, quando conheceu Pierre Curie, que veio a se tornar o seu marido. Com o casamento, ela se naturalizou francesa. Juntos, Pierre e Marie acabaram se tornando um dos casais mais poderosos da história da ciência.

A cientista não se tornou notável apenas por ser a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel, mas também por tê-lo ganhado duas vezes. O primeiro, em 1903, ela ganhou o Nobel de Física, e, em 1911, o de Química. Ela morreu em 1934, aos 66 anos, e foi enterrada em um mausoléu do Panteão de Paris. Seu corpo repousa junto ao do seu marido, e devido à radiação em seus restos mortais. Ambos foram sepultados em um caixão forrado com uma camada de chumbo.


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Cristyele Oliveira
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