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Orçamento da NASA para ano que vem corta diversas missões importantes

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      16/02/20 às 23h53

No começo desse mês, a Casa Branca apresentou a proposta de orçamento da NASA para o ano de 2021. A nova proposta orçamentária exige US$ 25,2 bilhões em financiamento anual, um aumento de 12% em relação ao de 2020. "Estamos liderando o mundo em uma nova e dinâmica era dos voos espaciais", afirmou Jim Bridenstine, administrador da NASA. "Este é um orçamento do século XXI digno da exploração espacial do século XXI. Além de um dos nossos orçamentos mais fortes na história da NASA". Apesar do aumento do financiamento, a proposta inclui o corte de vários programas de tecnologia.

O pedido de orçamento federal do governo Trump para o ano que vem, além de ter um aumento considerável, também inclui o cancelamento ou descarte de vários programas significativos. Entre eles, o cancelamento de dois telescópios da NASA. Além de dois satélites de ciências da Terra. E também esforços de engajamento STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Os cortes

Para o ano que vem, a NASA propõe o encerramento do telescópio Wide Field Infrared Survey (WFIRST). Essa missão astrofísica já havia sofrido cortes anteriores e já foi ameaçada de cancelamento antes. De acordo com a agência espacial, a missão está sendo cancelada devido a atrasos e custos crescentes com o Telescópio Espacial James Webb. Esse projeto que já vem enfrentando dificuldades, há algum tempo. "O governo não está pronto para prosseguir com outro telescópio espacial multibilionário até que o Webb seja lançado e implantado com sucesso", explica a proposta. Esse telescópio está programado para ser lançado em 2021, segundo comunicado oficial.

A NASA também afirma que o custo do WFIRST aumentou muito. Inicialmente, o custo total era estimado em US$ 2 bilhões. Mas até agora, esse valou já passou de US$ 3,9 bilhões. "Não é prudente desenvolver outro grande telescópio espacial, até que o telescópio Webb, que aumentou para US$ 9,7 bilhões em custos de ciclo de vida, tenha lançado, implantado e esteja operacional com sucesso", escreveu a agência.

Além do mais, "o financiamento do Webb e do WFIRST exigiria o redirecionamento do financiamento de outros programas, interrompendo o equilíbrio do portfólio geral de ciências, afirma a agência.

Foguete da NASA

Além dos programas de satélite, a proposta de orçamento também elimina o financiamento para uma atualização do novo sistema de lançamento especial. Com essa atualização, a NASA conseguiria maximizar a quantidade de carga útil, que o foguete poderia lançar em futuras missões, no espaço profundo.

A solicitação de orçamento financia completamente a versão inicial do Sistema de Lançamento Espacial, o chamado Bloco 1. Além da sua cápsula da tripulação espacial da Orion. Mas ao mesmo tempo, ela corta US$ 300 milhões em financiamento, para desenvolver o Bloco 1B. Essa seria uma versão mais moderna e poderosa do foguete programado para lançar cargas mais pesadas à Lua.

Apesar de tudo, a solicitação de orçamento da NASA, ainda precisa ser revisada pelo Congresso até se tornar oficial. As análises dos legisladores da Câmara e do Senado já devem começar a decidir isso o quanto antes.

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Via   Space  
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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