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Os três aliados improváveis que venceram a 2° Guerra Mundial

POR Jesus Galvão    EM História      17/01/19 às 17h27

Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido, Franklin Roosevelt, presidente dos EUA e Joseph Stalin, ditador soviético, durante a Segunda Guerra Mundial formaram uma aliança bem excêntrica. Churchill, um aristocrata conhecido por seu conhaque e charutos, enquanto Roosevelt possuía uma conhecida antipatia pelo Império Britânico, e Stalin, que foi responsável pela morte de milhares de cidadãos em seu próprio país.

Quando Hitler invadiu a União Soviética (URSS), os três se uniram para vencer a guerra. Winston Groom escreveu em seu livro, os Aliados (título em tradução livre), lançado no último novembro pela National Geographic, que notícias falsas sobre a URSS teriam 'cegado' Roosevelt sobre as verdadeiras intenções de Stalin e como Churchill se tornou um verdadeiro símbolo de coragem e resistência para os britânicos.

Roosevelt, Churchill e Stalin

Roosevelt e Churchill tentaram se encontrar com Stalin desde as forças americanas haviam entrado na guerra. Porém, recebiam recusas do soviético, sob as alegações de que estaria muito ocupado. Além do que Stalin não gostava de voar. Por isso, eles combinaram de se encontrar em Teerã, onde Stalin pudesse ir em seu trem.

Nenhum deles confiava um no outro. Roosevelt não confiava em Churchill porque não gostava de impérios e, naquela época, a Grã-Bretanha era um dos grandes impérios que o mundo já havia visto. Bem como Churchill não confiava em Roosevelt devido a situação política de seu país, os EUA, quando muitas pessoas não apoiavam a entrada dos norte americanos na guerra. E Stalin, bom, ele não confiava nem em si mesmo.

Apesar das inúmeras diferenças entre os aliados, naquele momento delicado em que se encontravam, elas deveriam ser deixadas de lado, afinal eles não tinham muitas outras opções. Uma vez que os alemães atacaram a URSS, Stalin imediatamente se tornou um aliado. E caso isso não tivesse acontecido, segundo Groom, "sabe-se lá o que poderia ter acontecido".

Churchill, porém, dentre os três, se destacava bastante. Seu sinal de V se tornou um símbolo da resistência britânica a Hitler. Churchill estava em todas as partes, suas entrevistas no rádio eram inspiradoras. Churchill por muitas vezes foi citado como um bom soldado e líder. O primeiro ministro do Reino Unido, no entanto, foi bastante criticado por sua ambivalência sobre os desembarques do Dia D.

O Dia D

No entanto, para o autor do livro que conta a história sobre a formação da aliança destes grandes nomes, ambivalência não seria a palavra mais correta para se usar. "Os americanos queriam desembarcar imediatamente em 1942, mas Churchill, sendo um soldado e tendo experimentado a guerra em primeira mão, particularmente em Gallipoli, sabia que um desembarque marítimo é a operação militar mais perigosa do livro. E ele sabia que, se não fizéssemos certo da primeira vez, não haveria uma segunda chance", afirmou Groom em entrevista ao National Geographic.

"Foi a maior invasão marítima que o mundo já viu e provavelmente continuará assim. Colocamos cerca de um milhão de homens nas praias nos primeiros dois dias, e outros milhões depois disso. Demorou um mês e meio para sair da Normandia. Mas tínhamos enganado os alemães a pensar que a invasão seria no Pas de Calais, a 150 milhas ao norte, e funcionou. O Dia D marcou o começo do fim para a Alemanha nazista", completou.

O autor ainda relembra que apesar de grandes líderes, eles também eram homens e que cometeram erros. Apesar de que a história por muitas vezes os vê como apenas grandes homens. "Eu acho que Churchill foi visto como um gigante em seu tempo. Os americanos eram um pouco mais ambivalentes em relação a Roosevelt porque ele estava no poder há muito, muito tempo. Ninguém sabe o que os russos pensaram de Stalin porque eles não fizeram pesquisas", disse Groom.

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