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Pesquisadores descobriram a origem da domesticação das galinhas

POR Bruno Dias    EM Mundo Animal      02/07/20 às 15h55

Além de suas refeições, as pessoas costumam não levar as galinhas tão a sério. Apesar dessas graciosas criaturas serem bem engraçadas, vez ou outra, elas gostam de nos lembrar que são do tipo que nunca não está para brincadeira como imaginamos. Afinal, elas são descendentes dos dinossauros.

Essas criaturas de bico pequeno, crista carnuda, pernas escamosas e asas curtas e largas têm uma importância muito grande para o ser humano. Isso porque, elas são o animal doméstico mais  difundido e abundante da Terra. Além de ser uma das fontes de proteína mais baratas.

As galinhas oferecem além de sua carne, também seu ovo. E suas pensas tem utilizações industriais. De acordo com dados, existem aproximadamente 24 bilhões de galinhas no mundo.

E uma equipe internacional de cientistas fez uma ampla pesquisa genética para conseguir identificar a origem dessa domesticação das galinhas. E você pode estar se perguntando porque isso importa.

Importa porque as galinhas são as aves mais populosas do mundo, a maior fonte de proteína animal na dieta humana e ela também é um fator importante na história da migração humana.

Origem

De forma geral, se desconfiava que a domesticação das galinhas tinha acontecido em algum lugar da China por volta  de 7.500 a.C. E a espécie que teria sido a primeira a ser domesticada seria a de galo-banquiva.

Segundo estudos recentes, eles afirmam ter encontrado evidências de que a galinha domesticada teve origem no norte da China e no vale do Indo. Mas as novas pesquisas dizem que tudo indica que as aves foram domesticadas, na verdade, no sul da China, no norte da Tailândia e no Mianmar.

O fato é que, em todos os casos, os pesquisadores concordam que, depois que as galinhas foram domesticadas, elas foram levadas para serem criadas em todos os continentes da Terra, exceto a Antártida.

Genética

Uma equipe de pesquisadores, liderados pelos cientistas da Academia Chinesa de Ciências e da Northwest A&F University, sequenciaram 863 genomas de galinhas. Desses, 787 foram sequenciados por completo. Sendo 162 de galinhas domesticadas e 142 da subespécie galo-banquiva. Além dessa, 12 eram de galo verde, dois de bengal ou galinha-parda-da-ásia, e quatro eram de galo-do-sri-lanka.

Por conta da infinidade de informações genéticas, os cientistas conseguiram chegar a várias conclusões bem interessantes. Eles não apenas rastrearam a domesticação das galinhas ao sul da China, Tailândia e Mianmar. Mas também definiram que as galinhas domésticas são descendentes da subespécie de galo-banquiva, Gallus gallus spadiceus.

Quando as galinhas se espalharam pela Ásia elas foram cruzadas com outras espécies do gênero Gallus. De forma curiosa, elas só se diferenciaram geneticamente do Gallus gallus spadiceus e se tornaram Gallus gallus domesticus aproximadamente entre 9.500 a 3.300 anos atrás. Isso foi bem depois do começo da domesticação desses animais.

Atualmente, mais de 50 bilhões de galinhas são criadas anualmente como fonte de carne e ovos. Apenas nos EUA, mais de oito bilhões de galinhas são abatidas anualmente para o consumo da sua carne. E mais de 300 milhões são criadas para a produção de ovos.

E por serem aves sociais e inteligentes, várias pessoas acham o comportamento delas divertido. E certas raças, como a sedosa e variedades de garnisé, são dóceis e tidas como bons animais de estimação para crianças.

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Via   Phys  
Imagens Phys
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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