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Peste que matou milhões na Idade Média reaparece na China

POR Jesus Galvão    EM Mundo Afora      15/11/19 às 23h13

Recentemente, de acordo com algumas autoridades, duas pessoas na China foram diagnosticadas e estão sendo tratadas por peste. Esta é a segunda vez, que a doença, altamente infecciosa, foi detectada na região. Em suma, é a mesma que causou a Peste Negra, uma das pandemias mais mortais da história.

A notícia levou o governo chinês a alertar a população a tomar as devidas precauções, para se protegerem. Autoridades de Pequim informaram que essas pessoas infectadas teriam vindo de uma região escassamente povoada, na Mongólia. Ambos procuraram ajuda médica, após se sentirem mal, em um hospital no distrito de Chaoyang, em Pequim.

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode se desenvolver de três formas: infecção pulmonar, conhecida como peste pneumônica, infecção no sangue, conhecida como peste septicêmica e uma forma que afeta os gânglios linfáticos, chamada peste bubônica.

Peste

A peste bubônica é, talvez, a forma mais conhecida da doença. Ela está por trás de várias pandemias, incluindo a Peste Negra, no final da Idade Média. Estima-se que a Peste Negra tenha matado até 60% da população da Europa. No entanto, os dois novos casos de peste se tratam da forma mais grave da doença, a peste pneumônica.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos EUA, a peste geralmente é transmitida para humanos que entraram em contato com animais infectados ou que foram mordidos por uma pulga que tinha como hospedeiro um animal infectado. Porém, no caso de peste pneumônica, ela pode se espalhar pela tosse de uma pessoa infectada. Além de ser uma doença altamente contagiosa e fatal, caso não seja tratada rapidamente.

O Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças informou aos moradores de Pequim, pela rede social Weibo, que não havia necessidade de pânico. Isso porque há um risco "extremamente baixo" de transmissão adicional da doença. Os pacientes foram isolados e investigações epidemiológicas já estão sendo realizadas em pessoas que podem ter sido expostas. Além do mais, todos os locais ,frequentados por eles, estão sendo desinfetados.

Casos

A peste pneumônica tem como sintomas a febre alta e falta de ar. Não sendo raro que as pessoas que contraiam a doença, primeiramente contraiam a peste bubônica. Assim, foi reforçado o monitoramento de pacientes com febre alta. "A Comissão Nacional de Saúde está implementando esforços para conter e tratar os casos identificados e aumentar a vigilância", disse Fabio Scano, da OMS China.

Esta não é a primeira vez que o país asiático lida com a doença. Em 2014, a cidade de Yumen foi completamente isolada. Além de que, 151 pessoas foram colocadas em quarentena. Isso depois que um homem morreu da doença. Em maio, um casal mongol morreu de peste bubônica, depois de comer o rim cru de uma marmota, considerado, pelos cidadãos locais, um remédio local para a saúde. O que ocasionou uma quarentena de seis dias na região.

Além do mais, epidemias da doença foram relatadas há pouco tempo, em países da África, Ásia e América do Sul, predominantemente nas regiões rurais. A Organização Mundial de Saúde, a OMS, relatou 3.248 casos e 584 mortes por peste, em todo o mundo, entre 2010 e 2015. Em 2017, um surto de peste, em Madagascar, resultou morte de 202 pessoas, sendo 2.348 casos confirmados da doença. De todos eles, 1.791 casos foram de peste pneumônica.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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