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Pokémon da vida real? A incrível lesma parte planta e parte animal

POR Diogo Quiareli    EM Mundo Animal      16/10/19 às 12h30

O nosso planeta é composto por diversos tipos de vida. Seres humanos, animais, plantas e bactérias são alguns dos exemplos. Todavia, existem algumas regras e padrões que são precisamos seguir. As plantas, por exemplos, com a incrível capacidade de aproveitar a energia solar, não ficam perambulando por aí. Elas não precisam disso. Outros andam lentos como uma lesma. Enquanto isso, os animais, sem esse poder da fotossíntese, agem de forma oposto. Eles correm, deslizam, nadam, voam... alguns buscam por essas plantas e as comem. Bom, a fotossíntese é, de fato, o papel de uma planta desde que a natureza é natureza.

Mas acredita, existe um animal que não liga muito para essas regras. Essa é a lesma-do-mar. O animal, cientificamente conhecido como Elysia chlorotica, costuma viver na costa leste dos Estados Unidos. Essa espécie não se dá por satisfeita em perambular por aí, se alimentando de algas. Por outro lado, essas lesmas roubam os motores moleculares que permitem que as plantas colham energia solar. Eles são capazes de colocar essas mini máquinas, chamas de cloroplastos, em sua pele. Isso é o que faz com que fique num tom verde esmeralda.

Lesma Pokémon

O animal, que pode ser comparado a um Pokémon, chamou a atenção de cientistas quando descoberto. Os experimentos mostraram que essa lesma, que mais se parece com uma folha, pode ficar sem comer por cerca de nove meses. Isso acontece porque ela é capaz de realizar a fotossíntese, como as plantas. O animal colhe energia do Sol. Segundo Patrick Krug, biólogo da Califórnia State University, de Los Angeles: "Isso é o único. É controverso e indescritível. Ela nunca come". Completou ainda dizendo que o animal é facilmente considerado uma grande celebridade no meio animal, pois seus feitos são incríveis.

Embora as lesmas marinhas possam roubar cloroplastos e usá-los para capturar rádios solares, nenhuma espécie faz isso tão bem quanto a Elysia chlorotica. Por esse motivo, as quimeras de planta e animal atraíram a atenção de cientistas, que esperam pesquisar a espécie a fim de descobrir se isso pode ser aplicado nas várias áreas, como imunologia e terapia genética. O problema maior é que essas lesmas estão se tornando cada vez mais raras no mundo. O pequeno grupo de cientistas que conseguiram estudá-las, se aposentou ou mudou para outras áreas. Algumas pesquisas recentes, no entanto, forneceram respostas, mesmo que poucas. Além disso, revelaram muitas sugestões tentadoras, que deixam claro a necessidade de se realizar um estudo um pouco mais complexo.

Estudos

Esse poderia ainda revelar uma grande quantidade de informações especiais. Há diversos segredos desse animal, como o motivo pelo qual os cloroplastos não ferem a lesma. A fotossíntese produz alguns radicais livres de oxigênio, em níveis que a maior parte dos animais não deveria conseguir tolerar. Além dessas dúvidas, cientistas se questionam o motivo pelo qual os cloroplastos não são destruídos no intestino dessa lesma. Por que o sistema imunológico não ataca esses corpos estranhos? É, de fato são diversas questões a serem esclarecidas. E você, o que faria se um dia encontrasse um desses Pokémons da vida real?

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Imagens NSF
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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