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Por que a sexta-feira 13 é considerada um dia de azar?

POR Bruno Destéfano    EM Mistérios & Horror      27/08/15 às 19h36

Nós não temos muitas informações concretas envolvendo as origens sobre os mitos da "sexta-feira 13". Alguns historiadores acreditam que as superstições surgiram no final do século XIX. A primeira menção documentada do dia pode ser lida em uma biografia do compositor italiano Gioachino Rossini, que morreu na sexta-feira 13. Além disso, um livro lançado em 1907, do empresário americano Thomas Lawson, talvez tenha perpetuado ainda mais a superstição. Outros acreditam que o mito tem origens bíblicas. Jesus foi crucificado em uma sexta-feira e haviam 12 convidados na noite anterior à sua crucificação. Ou seja, contando com o próprio, eram 13 pessoas presentes ao longo da Última Ceia. E você acha que as teorias acabaram por aqui? Outro relato sugere que o dia foi associado ao infortúnio desde 1307, quando na sexta-feira 13, o rei francês deu ordens para prender centenas de cavaleiros templários.

Estamos aparentemente rodeados de teorias para destrinchar. Porém, uma coisa é mais do que certa: o medo é real. Tão real que um "nome científico" não foi suficiente, já que a fobia por conta da sexta-feira 13 é também chamada de friggatriskaidekafobia ou paraskevidekatriafobia. Quase trava-línguas. Friggatriskaidekaphobia vem de Frigg, a deusa nórdica da sabedoria, e as palavras gregas triskaideka significam 13. Paraskevidekatriaphobia também é derivada do grego: paraskevi traduz como sexta-feira e dekatria é outra maneira de dizer 13.

Destrinchando a ideia de "má sorte" que circula a sexta-feira 13

"Sexta-feira 13" é um dia desfavorável, mas nem sempre foi assim. Até o final do século XIX, ninguém achava que as sextas-feiras que caíssem no 13º dia do mês fossem amaldiçoadas. Certamente, a ideia foi firmemente implantada na consciência cultural em 1980, quando o filme de terror "Friday the 13th" foi lançado. O vilão mascarado de hóquei, Jason Voorhees, quase assumiu vida própria. São 12 filmes, várias novelas e histórias em quadrinhos permeando o conto sobre maldições e mortes sangrentas.

O crédito pela popularização do mito da sexta-feira 13 vai primeiramente para o capitão William Fowler, um notável soldado que enfrentou ex-presidentes e outras pessoas importantes do final do século XIX. Fowler notou que o número 13 circundou toda a sua vida. Afinal, ele foi para a Escola Pública No. 13 em Nova York e lutou em 13 batalhas da Guerra Civil.

Fowler decidiu combater a superstição ao iniciar uma sociedade chamada Treze Club, que realizou sua primeira reunião em 13 de setembro de 1881. Os convidados caminharam sob escadas cruzadas até uma mesa de 13 lugares enfeitada com sal derramado. Foi uma festa notável em repúdio à "maldição". Porém, Fowler não pode levar crédito para a sexta-feira 13 propriamente dita. Até porque a reunião aconteceu em uma terça.

Teorias que podem fornecer explicações sobre o famoso dia de azar

Essa ideia de que 13 é um número azarento pode remontar à mitologia antiga. De acordo com Donald Dossey, autor de "Folclore de Férias, Fobias e Diversão" (1992), um mito nórdico mencionou um jantar para 12 deuses. Na ocasião, porém, outra pessoas apareceu sem ser convidada. O gatecrasher - o deus trapaceiro Loki - atirou no deus da alegria e felicidade, Balder. A narrativa sobre a Última Ceia também considera Judas, o traidor de Jesus, como o 13º convidado.

Sexta-feira também foi considerado um dia de azar na tradição ocidental. O Dicionário de Frase e Fábula de 1898, modulado por Brewer de Cobham, afirma que sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado. Também pode ser associado ao dia em que Adão e Eva comeram o fruto proibido no Jardim do Éden, de acordo com as crenças cristãs.

Em 1882, o poeta John Godfrey Saxe publicou um poema chamado "O Bom Cão de Brette", que relata a história de um poodle que vagueia pela cidade com uma cesta, trazendo doações para seu dono cego. Numa sexta-feira, "um dia em que o infortúnio é apropriado para cair", um açougueiro cruel corta a cauda do cachorro.

O autor Thomas William Lawson, em 1907, juntou a noção de sexta-feira e azar com o romance "Friday the 13th". Na história, Lawson narra como um corretor inescrupuloso se aproveita da superstição para disputar o mercado de ações. O autor pode não ter inventado a ideia sobre a má sorte na data, mas provavelmente espalhou a noção.

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Via   G1     livescience     timeanddate  
Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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