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Por que alguns insetos fêmea matam o macho após o sexo?

POR Pietro Bottura EM Sem categoria 15/08/14 às 02h48

capa do post Por que alguns insetos fêmea matam o macho após o sexo?

Ah, o instinto animal. Fonte infinita de tantas indagações e teorias, mas até hoje misterioso e desconhecido para a humanidade. Mais curioso ainda é quando exceções à  lei da sobrevivência e da autoproteção são vistas, como no caso do chamado "canibalismo sexual". Em espécies de escorpiões e aranhas, como a famosa viúva negra, a estranha prática é realizada instintivamente, porém ainda não se sabe ao certo por qual razão. Animais, no geral - pense em gatos - são agressivos durante o ato sexual, mas o ato de matar é contraditório, se pensarmos que, com a morte do parceiro, as fêmeas teriam maior dificuldade para criar sua prole. Aqui um vídeo documentando o momento:

A teoria é de que quando insetos como o louva-a-deus são mortos durante o ato sexual, estariam servindo como uma fonte extra de alimentos essenciais para o desenvolvimento do filhote, como proteínas. Outra especulação seria a de que isso aumentaria a taxa de espermatozóides liberada, o que seria positivo para o processo de fecundação. Por isso, o mais estranho é que isso aconteceria com a aprovação do macho suicida, que é o que pode ser observado com a aranha australiana da espécie Latrodectus hasselti. O macho "oferece" seu abdômen à fêmea, colocando-o em sua mandíbula, após ter seu órgão sexual quebrado dentro dela.

Assim como no caso da viúva-negra, que na verdade não mata seu parceiro, várias espécies tem seus órgãos genitais dilacerados após o sexo, o que acaba gerando hemorragias mortais. Já partindo do princípio evolutivo, uma razão para o sacrifício seria o fim do ciclo: ao reproduzirem-se, os machos teriam a consciência de que seu papel existencial estaria cumprido. Quanta sofisticação filosófica pra uma aranha.

Quase lá

As Xysticus cristatus prendem suas fêmeas com fios de seda, para conseguirem sair vivos da situação antes do fim da relação.

Já indivíduos do gênero Meta, comum em cavernas e formações rochosas, oferece insetos no ritual de acasalamento, o que deixa a fêmea ocupada e sem fome durante o ato. Depois, trata de fugir pra não ser obrigado a casar. Quer dizer, ser devorado vivo.

Já as Gasteracantha, Micratena (foto) e Eriophora usam fios de suas teias como instrumentos musicais, usando a vibração para atrair fêmas, que ficam dispostas à cópula após o comportamento. Será que foi daí que a Macarena tirou seu nome?


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Pietro Bottura
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