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Por que ao tapar o nariz não sentimos o gosto da comida?

POR Fabiana Souza    EM Ciência e Tecnologia      07/10/15 às 15h19

Sabe aquele xarope ruim que sua mãe preparava quando você ficava doente e tinha aquele gosto horrível? E você só conseguia tomar quando tapava o nariz? Pois é, essa é uma experiencia comum que muita gente já passou, porém, poucas sabem o real motivo pelo qual o sabor dos alimentos acaba quando tapamos o nariz ao ingeri-los.

A memória não falha e muitos usam esse truque até na vida adulta e ensinam para as crianças. Quem aguentava aquele gosto horrível de Biotônico Fontoura ou encara a famosa Dipirona Liquida? Nós da Fatos Desconhecidos fomos atrás da origem e do porquê desse acontecimento.

O sabor que sentimos quando colocamos algum alimento na boca é formado por três fatores, o olfato, o paladar e o tato. Muitos se confundem ao achar que o gosto é formado somente através do paladar, o que é uma ideia equivocada, pois o paladar é um dos últimos a agir no sabor dos alimentos e é bastante limitado, conseguindo diferenciar no máximo 5 sabores diferentes (doce, azedo, salgado, etc). Quem faz o resto do trabalho é nosso olfato, através do cheiro dos alimentos.

Funciona da seguinte forma: Quando estamos comendo algo, o cheiro que exala da comida entra em contato com nosso olfato, fazendo com que as moléculas que compõem o aroma do alimento sejam enviadas ao cérebro. Essas moléculas são processadas em uma parte do córtex cerebral e assim é feita a mistura que forma sabores únicos, como o do arroz, chocolate ou pizza.

A primeira vez que recebemos essa informação (ou seja, a primeira vez que ingerimos determinado alimento) o córtex se encarrega de armazenar aquela mistura, é por isso que toda vez que você sente o cheiro da sua comida favorita, é provocada uma sensação de estar sentindo o gosto. Ou seja, são as moléculas liberadas pelos alimentos que fazem a mistura única de cada sabor. Sejam as mais fortes, como o de uma lasanha que acabou de sair do forno, ou dos mais fracos, como por exemplo, o de uma fruta, que você mal consegue sentir o cheiro.

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Entretanto, o olfato não trabalha sozinho. Embora você tenha feito a descoberta que não é o paladar o responsável por aquele gosto maravilhoso da sua pizza favorita, ele também é importante. O paladar é responsável por detectar sais, açúcares, íons de hidrogênio, aminoácidos, etc. E enviar essa informação para o cérebro. Partindo das informações recebidas, o cérebro faz o reconhecimento das substâncias para ver se você ingeriu tudo o que precisava. É por isso que sentimos aquela vontade repentina de comer algo de sal ou de doce, é nosso corpo avisando que essas substâncias estão em falta. Depois de receber e distribuir os nutrientes que o corpo precisa, as informações são enviadas para o hipotálamo (estrutura que regula o funcionamento do corpo), que se encarrega de ir preparando a digestão com antecedência.

Além do paladar e olfato, o tato também faz parte da identificação dos alimentos, é através dele que temos acesso a textura dos alimentos e podemos sentir se a comida está quente ou fria, o que também interfere no sabor que é enviado para o nosso cérebro. Por exemplo, a pizza de ontem que você deixou na geladeira e comeu fria não tem o mesmo gosto de quando ainda estava quente. O queijo frio também não tem o mesmo gosto de quando está derretendo, etc. Por isso quando estamos gripados quase não sentimos o gosto da comida, porque com o congestionamento das vias nasais, só nos resta o paladar e o tato. O que diminui a acentuação do sabor do que ingerimos. Entendeu?

Fonte: Diario de biologia

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Fabiana Souza
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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