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Por que Liliana Segre, sobrevivente do Holocausto, está sendo ameaçada de morte na Itália?

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      19/11/19 às 12h30

século XX foi, provavelmente, um dos mais sangrentos de toda a História. Os acontecimentos desse século marcaram o mundo e as atrocidades cometidas entraram para os livros de História do mundo inteiro. Foi nele, que o mundo vivenciou duas Grandes Guerras Mundiais. Outro acontecimento, que marcou toda a História nesse mesmo século, principalmente a alemã, foi o Holocausto.

O Holocausto é o nome de uma perseguição política, étnica, religiosa e sexual, que aconteceu durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Hitler pregava que a Alemanha deveria se livrar de todos os obstáculos que impediam a formação de uma nação superior.

A origem da palavra holocausto é sombria e triste. Ela remete ao sacrifício feito pelos antigos hebreus, que queimavam uma pessoa completamente. Mas atualmente ela é associada a genocídio. A palavra remete, e representa, o Shoá: assassinato, em massa, de mais de seis milhões de judeus. Basicamente, todos eles cometidos pela Alemanha Nazista, durante o período violento do Holocausto.

Entre 1941 e 1945, Hitler colocou em prática, aquilo que ele chamou de limpeza étnica. Isso nada mais era do que o extermínio de um certo grupo étnico, em um meio social. A intenção era tornar aquela comunidade homogênea e "limpa".

Sobrevivente

Vários foram os que morreram durante esse período. Mas tiveram aqueles que, por alguma razão e sorte, conseguiram sair vivos. E como se não bastasse ter vivido os horrores da época, algumas pessoas ainda continuam a vivenciá-los, hoje em dia.

Uma sobrevivente do holocausto, de 89 anos, teve que ter policiais a protegendo, porque tinha recebido centenas de ameaças nas redes sociais.

O nome da mulher é Liliana Segre, e ela foi mandada ao conhecido campo de extermínio de Auschwitz, quando ela tinha apenas 13 anos. E agora, em pleno 2019, ela ouviu inúmeras mensagens antissemitas.

Segre é uma senadora vitalícia da Itália e pediu, ao parlamento, que um comitê, para combater o ódio fosse, criado. Mesmo com a falta de apoio dos partidos de direita do país, a moção conseguiu ser aprovada.

A votação aconteceu em Milão e se abstiveram dela o partido nacionalista da Liga, liderados por Matteo Salvini, a centro-direita Forza Italia e os irmãos de extrema-direita da Itália.

"dio

O que a moção pedia era o estabelecimento de uma comissão extraordinária na Itália, para combater todas as formas de ódio. Sejam elas racistas, antissemitas, incitação ao ódio e violência por motivos étnicos e religiosos.

Depois da votação e das abstenções, Segre disse que se sentiu "como uma marciana no Senado".

"Eu apelei à consciência de todos e pensei que uma comissão, contra o ódio como princípio, seria aceita por todos", disse ela.

A partir daí, a mulher diz receber até 200 mensagens de ódio por dia. Algumas dessas ameaças foram tão graves que o prefeito de Milão, Renato Saccone, fez uma reunião com o comitê de segurança e ordem pública, para mostrar que Segre precisava de uma proteção policial.

Dentre as medidas aprovadas, está que Segre tem que ser acompanhada em público, por dois oficiais carabinieri paramilitares. Além disso, o Ministério Público de Milão disse que abriu uma investigação sobre as mensagens de ódio contra a senadora. E também que solicitou a assistência da polícia contra o terror da Itália.

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