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Por que o sêmen fica grudento quando entra em contato com a água?

POR PH Mota    EM Ciência e Tecnologia      24/08/16 às 18h50
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O sêmen de seres humanos e da maioria dos animais é formado da combinação de água, esperma e proteínas. A água costuma estar presente na fórmula para manter um balanceamento saudável. Segundo estimativas de cientistas, até 90% da composição do sêmen é água. Por essa perspectiva, seria de se esperar que nada de incomum acontecesse quando os dois elementos entram em contato.

Alguns homens, no entanto, percebem que o sêmen tende a tomar uma textura diferenciada, mais gelatinosa e consistente, quando em contato com a água, principalmente no chuveiro. Isso acontecem pela maneira como a água reage com a composição da ejaculação e suas proteínas, que reagem conforme mecanismos de proteção.

Primeiramente, é importante explicar que isso não é verdade para todo mundo, então não precisa achar estranho se isso nunca foi o caso para você ou algum homem de seu convívio. O que acontece em vários casos é que uma proteína responsável pela liquefação do sêmen irá ser eliminada antes, deixando uma massa mais viscosa para trás. Com o tempo, tudo será eliminado pela água, mas pode ser mais complicado, já que a mistura se tornou mais espessa.

Consequências da mistura

Os efeitos da mistura tem ligação com dois componentes específicos encontrados no sêmen: a proteína responsável pela coagulação e o antígeno liberado pela próstata ajudam a proteger o líquido dentro da vagina. Além de garantir a sobrevivência, ajuda o esperma a alcançar o óvulo para fecundação.

Em quase todos os casos, a água irá naturalmente misturar com os fluidos que são misturados com ela. Para o sêmen, o processo não é diferente. No entanto, como os antígenos de liquefação são removidos primeiro, pode demorar muito para que o resto seja eliminado, fazendo com que a mistura mais espessa perdure por mais tempo.

Consistência

Quanto mais espesso o sêmen, mais tempo ele irá demorar para diluir na água. Fluidos mais viscosos podem ser vistos boiando numa mistura com água, enquanto mais liquefeitos tendem a afundar e se misturar. A temperatura da água também pode fazer toda a diferença na mistura.

O esperma geralmente prospera melhor na água que está na temperatura mais próxima a do corpo humano, 37ºC. Em água um pouco mais quentes ou frias que isso, eles ainda podem sobreviver, mas se forem destruídos, será principalmente por causa da mudança de temperatura, e não pela mistura com a água.

A água, então, não é responsável por mudar a textura do sêmen. No processo de lavagem dos fluidos, no entanto, acaba eliminando apenas uma parte da mistura, dificultando a remoção do sêmen.


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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
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