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Por que os órgãos sexuais masculinos não possuem ossos?

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      09/12/19 às 15h48

Embora tenhamos muitas semelhanças com os animais, principalmente na formação óssea, o nosso corpo possui algumas diferenças marcantes. Uma das diferenças mais notáveis é da cauda, por exemplo. Essa parte está presente na maioria dos animais, mas não no ser humano, apesar de possuirmos muitos traços dos primatas. Outra coisa, que chama a atenção, é o osso existe no órgão sexual da maioria dos mamíferos masculinos. Os corpos humanos, por exemplo, não possuem esse osso. Isso tem sido estudado por vários anos, desde que os cientistas notaram essa diferença bastante marcante.

A maioria dos mamíferos possui esse osso no pênis, que é chamado de báculo. No entanto, outras espécies, incluindo a humana, não possuem o báculo. A fim de compreender as funções desta estrutura, além de explicar a ausência dela em nós, humanos, os pesquisadores da Universidade College London foram capazes de reconstruir a história evolutiva. Traçaram então, o surgimento e as diferenças ao longo de milhões de anos. O trabalho foi publicado recentemente no periódico Proceedings of the Royal Society B. Confira conosco um pouco mais do que foi mostrado.

Por que os órgãos sexuais masculinos não possuem ossos?

O trabalho revelou que o báculo surgiu nos mamíferos entre 145 milhões e 95 milhões de anos. Esse osso ainda estava presente quando os primeiro primatas masculinos surgiram, há cerca de 50 milhões de anos. A partir daí, evoluiu de diferentes maneiras entre as espécies. Devido à variação de tamanho e formato, o báculo é conhecido como "mais diverso entre todos os ossos". Isso porque, como dá para entender, cada um possui a sua individualidade, assim como os órgãos sexuais masculinos.

O macaco arctoides, por exemplo, pesa menos de 10 quilos, em média. No entanto, ele possui um báculo extremamente longo para o seu tamanho. Esse osso mede 5 centímetros. Já nos chimpanzés, os parentes mais próximos dos humanos, o báculo é bem pequeno, medindo entre 6 e 8 milímetros. Para os pesquisadores, a explicação disso seria a duração da penetração. "Nossas descobertas sugerem que o báculo exerce importante papel em apoiar as estratégias de reprodução masculina. Isso em espécies onde eles enfrentam alguns níveis de competição sexual", disse Matilda Brindle.

Matilda é antropóloga da Universidade College London e líder do estudo a respeito dessa diferença. Prolongar essa penetração ajuda os machos a guardarem a fêmea da cópula com competidores. Isso aumenta as chances de passar seu material genético.

Conclusão de pesquisadores

De acordo com os pesquisadores, as penetrações longas, assim definidas durarem mais de três minutos, se relacionam com a presença de báculo. Isso, é claro, ao longo das evoluções dos primatas. Quanto mais longa for essa penetração, maior será esse osso. Os chimpanzés masculinos, por exemplo, enfrentam uma grande competição. Isso porque as fêmeas normalmente copulam com todos os machos de um grupo, a fim de evitar que as crias sejam mortas. No entanto, as penetrações duram apenas 7 segundos.

Os humanos masculinos devem ter perdido esse osso quando a monogamia surgiu como estratégia reprodutiva dominante. Isso aconteceu durante o período Homo erectus. Esse período começou há cerca de 2 milhões de anos. Em relações monogâmicas, os machos não enfrentam uma concorrência de outros machos. Sendo assim, não precisam manter a penetração por muito tempo.

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Via   O Globo     Revista Galileu  
Imagens Vida El País
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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